Portugal vai enviar 160 militares para o Afeganistão

O Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, afirmou que Portugal assumiu o compromisso de enviar 160 militares para o Afeganistão a partir de abril de 2017, na sequência de reuniões com o Secretário-geral Adjunto das Nações Unidas para as operações de paz, Jean-Pierre Lacroix, e com o Secretário-geral Adjunto das Nações Unidas para o apoio às operações, Athul Kare, em Nova Iorque.

Azeredo Lopes referiu que «será uma força de reação rápida com cerca de 135 membros e mais 25 de formação e treino na área da engenharia», acrescentando que terá uma dimensão equivalente ao contingente que saiu do Kosovo em maio de 2016.

«Portugal tinha dito que chegara a altura de descontinuar a sua presença no Kosovo, mas que assumia o compromisso, assim que possível, de substituir essa presença por outra que incluísse essencialmente as nossas forças terrestres», disse.

O Ministro afirmou ainda que este é «um trabalho complexo, em que os militares são muito bons, e que pode envolver veículos blindados, material e equipamento».

Esta é uma missão com «muito impacto porque Portugal foi dos países que, proporcionalmente, aumentou mais a sua presença na operação no Afeganistão».

Em Nova Iorque, na sede da ONU, Azeredo Lopes foi ainda recetor dos «fortíssimos elogios feitos ao trabalho que os militares portugueses têm realizado» nas missões de paz das Nações Unidas no Mali e na República Centro Africana.

«É um contexto operacional muito difícil em que os nossos militares se portaram muitíssimo bem», afirmou, acrescentando que «a presença portuguesa em missões de manutenção de paz é um objetivo político» e que «Portugal tem uma participação muito acima daquilo que seria expectável considerando a sua dimensão».

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