Classificação do Vulcão dos Capelinhos como Monumento Natural gera consenso

A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo anunciou ontem, na Horta, a intenção de propor a classificação do Vulcão dos Capelinhos como Monumento Natural, com o objetivo de conservar e manter a integridade das suas ocorrências naturais de valor excecional.

“É importante destacar aqui o consenso alargado relativamente à proposta de classificação do Vulcão dos Capelinhos como Monumento Natural”, salientou Marta Guerreiro, em declarações à margem da reunião do Conselho Regional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável, que contou com a presença de representantes de diversos setores e associações.

Marta Guerreiro frisou que essa classificação “permite dar um destaque especial a este património geológico da Região”, recordando que terão início esta quarta-feira, dia 27 de setembro, as comemorações do 60.º aniversário da erupção daquele vulcão.

Em regra, estas classificações correspondem a áreas relativamente pequenas direcionadas para a prevenção de ocorrências notáveis do património geológico, com grande procura por parte de visitantes dos territórios onde se localizam.

Marta Guerreiro acrescentou que foram também analisadas nesta reunião algumas medidas do PEPGRA, quer do ponto de vista das infraestruturas, quer em termos de melhorias na gestão de resíduos, nomeadamente “o facto de a Região estar, em 2016, acima das médias nacionais e, este ano, no primeiro semestre, ter conseguido um crescimento nesta matéria, contrariamente ao que se verifica no continente português, que decresceu no que diz respeito à reciclagem de resíduos urbanos”.

“Nesta matéria, orgulhamo-nos do trabalho que tem sido feito”, frisou a titular da pasta do Ambiente, acrescentando que foram também abordadas diversas iniciativas desenvolvidas pela Direção Regional do Ambiente no que diz respeito à “sensibilização ambiental sobre a produção de resíduos”.

“É importante dar nota da satisfação global sobre a retirada do mercado de cerca de 12 milhões de sacos de plástico, em apenas nove meses do ano passado, o que corresponde praticamente a 80 toneladas destes resíduos fora do circuito”, destacou Marta Guerreiro.

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