SRA visita trabalhos de recuperação da Quinta dos Jardins do Imperador

A Secretária Regional do Ambiente e Recursos Naturais, Susana Prada, visita esta quarta-feira, dia 11 de outubro, pelas 11h30, a Quinta dos Jardins do Imperador, no Monte, para acompanhar os trabalhos de recuperação iniciados pelo Instituto de Florestas e Conservação da Natureza.

A quinta situa-se no Sítio do Pico, na freguesia do Monte, no Concelho do Funchal. Compreende um edifício com capela, lago, parque e jardins, conjunto este com características únicas que importa preservar, para além da torre Malakof, referência do património edificado.

A Quinta do Monte é atualmente conhecida por Quinta dos Jardins do Imperador, uma referência ao Imperador Carlos de Áustria, último Imperador da Áustria-Hungria que ali viveu com a sua família, exilado entre 1921 e 1922, acabando por ali falecer.

As primeiras referências a esta propriedade datam de 1784, séc. XVIII, estando registado como um prédio rústico de aproximadamente 6 hectares no nome de um comerciante madeirense, José Crisóstomo Costa e Silva. Até 1820 foram vários os proprietários da Quinta do Monte, tendo sido vendida por Pedro Agostinho Pereira D´Agrela a Thomas Gordon que iniciou o melhoramento da Quinta com a construção de poços, riachos e tanques de irrigação na propriedade do Monte. A Quinta e os jardins foram sofrendo alterações ao longo dos tempos, nas mãos de diversas famílias, como a família Gordon, depois pela família Cossart até à família de Luiz Rocha Machado em 1899. Foi na posse desta família que foi emprestada ao Imperador Carlos de Áustria, como referido anteriormente, passando mais tarde por herança, às filhas de Luís Rocha Machado – este também herdou do seu pai com o mesmo nome e falecido em 1912- tendo uma delas, D. Helena Rocha Machado e Couto se mudado para a Quinta em 1956 até 1975, altura em que saíram, cedendo por volta de 1977 e 1980, à pintora madeirense Lurdes de Castro. O imóvel foi finalmente vendido ao governo na década de 80 do séc. XX.

De referir que a Quinta desde sempre foi uma referência pela sua vegetação exuberante, património edificado e foi motivo para a realização de diversos trabalhos artísticos de variadas áreas.

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