Conclusão da selagem dos aterros das Velas e da Calheta prevista para 2018

A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo assegurou ontem, em São Jorge, que seis das nove ilhas do arquipélago dos Açores ficarão sem aterros e lixeiras após a conclusão da selagem dos aterros das Velas e da Calheta, prevista para o primeiro semestre de 2018.

Marta Guerreiro falava, no âmbito da visita estatuária à ilha de São Jorge, após uma visita à obra de selagem do aterro das Velas, que decorre conjuntamente com a empreitada em curso na ilha do Faial.

O concurso público, no valor de 1,3 milhões de euros e com um prazo de execução de 210 dias, visa a selagem e a requalificação de duas lixeiras na ilha de São Jorge, através da implementação de sistemas de proteção ambiental e de monitorização.

Marta Guerreiro frisou que se termina um ciclo que “é o reflexo do investimento grande que o Governo dos Açores tem feito nesta matéria”, quer com obras de selagem e requalificação ambiental e paisagística de aterros e lixeiras em seis ilhas “que exigiram da Região um investimento bastante significativo de seis milhões de euros, quer através da construção do Centro de Processamento de Resíduos, num investimento global de 38 milhões de euros” nas sete ilhas menos populosas.

A titular da pasta do Ambiente referiu que, até há pouco tempo, existam algumas dezenas de aterros e lixeiras espalhadas por todas as ilhas, evidenciando agora “uma mudança de paradigma que permite cumprir com todas as regras que existem nesta matéria, nomeadamente a legislação europeia”.

A Secretária Regional assinalou que os resultados já são claros face ao intenso investimento do Governo dos Açores, acrescentando que, “excluindo a ilha de São Miguel, a maior do arquipélago, as restantes oito ilhas apenas enviaram para aterro cerca de 22% dos respetivos resíduos urbanos em 2016”.

Também no ano passado, sete das nove ilhas da Região promoveram “uma valorização de resíduos na ordem dos 50%, que também são metas que nos deixam bastante orgulhosos e que vão, precisamente, sendo o reflexo da política que tem vindo a ser desenvolvida na Região”, afirmou Marta Guerreiro.

De realçar ainda o exemplo da ilha das Flores, que atingiu o pleno da valorização (100%), e também o facto de, em breve, ser atingido o objetivo de ‘aterro zero’ em seis ilhas, com a existência de deposição de resíduos urbanos em aterros controlados apenas nas ilhas do Pico, Terceira e São Miguel.

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