Governo pede aos portugueses que poupem água

O Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, afirmou que Portugal está a atravessar «uma situação de seca muito preocupante» e que os portugueses «devem assumir a responsabilidade por um uso muito parcimonioso de água».

Na conferência de imprensa após a reunião da Comissão Permanente de Prevenção, Monitorização e Acompanhamento dos Efeitos da Seca, em Lisboa, o Ministro do Ambiente, acompanhado pelo Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, reafirmou o compromisso que o Governo fez e está a honrar: «Não faltar água na torneira de nenhum dos portugueses».

«Tem acontecido, mas a não melhoria da situação faz com que um conjunto de medidas de utilização muito parcimoniosa tenha de ser estendida a todo o País», acrescentou Matos Fernandes.

Os portugueses «tem de perceber que estão mesmo a viver uma situação de seca que está a exigir um esforço muito grande» e o objetivo passa por adequar o uso de água à disponibilidade hídrica.

Matos Fernandes acrescentou também que o Governo não tem qualquer expetativa de melhoria a curto prazo e que a situação não se vai inverter «por chover dois ou três dias».

O Ministro do Ambiente afirmou que todas as bacias do País têm água para um ano, excepto na albufeira de Fagilde, que abastece a zona de Viseu, Nelas e Mangualde, que só teria abastecimento para um mês se não fossem tomadas quaisquer medidas.

Para fazer frente a esta situação, vai ser posta em prática «uma operação, cofinanciada através do Fundo Ambiental, com 25 camiões-cisterna que podem representar 650 viagens por dia e que podem levar água à zona do País onde é mais complexo garantir a perenidade e segurança do abastecimento».

O Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, afirmou que está em vigor «um vasto conjunto de medidas desde outubro de 2016» para fazer face à situação de seca na agricultura e pecuária, e que o principal problema reside no abeberamento dos animais.

Capoulas Santos destacou que já estão aprovadas centenas de candidaturas que atingem um valor de 14 milhões de euros e que «o Governo conseguiu, junto da União Europeia, a antecipação dos pagamentos da PAC para que sejam transferidos para as contas dos agricultores cerca de 546 milhões de euros, para acudir a situações de tesouraria».

O Ministro disse ainda que esta semana «entrará em vigor uma linha de cinco milhões de euros para a alimentação animal, através da qual os criadores poderão obter um empréstimo reembolsável cujos juros e garantia até 70% do valor serão suportados pela área de governação da Agricultura.

As medidas do Governo têm «procurado mitigar os efeitos da seca», mas Capoulas Santos salientou que não há medidas que possam resolver a situação a não ser a própria chuva.

Criada em maio, a comissão tem como principal missão acompanhar a evolução da atual situação de seca, identificado e monitorizando os problemas daí decorrentes.

 

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