Portugal: declínio populacional mantém-se desde 2010

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, a situação demográfica em Portugal continua a caracterizar-se pelo decréscimo da população residente, apesar do aumento da natalidade e do decréscimo da emigração. O declínio populacional mantém-se desde 2010, embora se tenha atenuado nos três últimos anos.

Registou-se um ligeiro aumento do número de nascimentos em 2016 (87 126 nados-vivos) face a 2015 (85 500 nados-vivos). Contudo, esse aumento foi insuficiente para compensar o número de óbitos (110 535), pelo que o saldo natural foi negativo (-23 409).

Estima-se que, durante o ano de 2016, tenham entrado em Portugal 29 925 pessoas, valor próximo ao registado em 2015 (29 896) e tenham saído, para residir no estrangeiro, um total de 38 273 pessoas, menos 5,2% do que em 2015 (40 377). O efeito conjugado destes fluxos resultou na manutenção do saldo migratório negativo (- 8 348), ainda que atenuado face a 2015.

Em resultado desta dinâmica populacional, a população residente em Portugal foi estimada em 10 309 573 pessoas, menos 31 757 do que em 2015, o que representa uma taxa de crescimento efetivo de -0,31% (-0,32% em 2015).

O índice sintético de fecundidade foi de 1,36 filhos por mulher, verificando-se, pelo terceiro ano consecutivo, uma ligeira recuperação.

De acordo com os dados do INE, a esperança de vida à nascença foi estimada em 80,62 anos, para o triénio 2014-2016, e continua a ser superior para as mulheres face aos homens (83,33 anos e 77,61, respetivamente).

Realizaram-se 32 399 casamentos, valor muito próximo ao do ano anterior, embora o número de casamentos entre pessoas de sexo oposto tenha diminuído ligeiramente.

O número de divórcios reduziu-se face ao ano anterior: 22 340, menos 1 037 do que em 2015.

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