Programa de controlo e erradicação da BVD concluído dentro de cinco anos

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas estimou ontem que o programa de controlo e erradicação da Diarreia Viral Bovina (BVD), iniciado em 2016, fique concluído num prazo de cinco anos, trazendo claros benefícios à qualidade dos animais, ao aumento da rentabilidade das explorações e à notoriedade e valorização de que gozam os bovinos criados nos Açores.

“É objetivo do Governo Regional concluir este plano da BVD num prazo de cinco anos, afetando uma verba anual, em média, de meio milhão de euros e com apoios aos agricultores que tiverem nas suas explorações animais persistentemente infetados também com uma verba superior a 100 mil euros”, afirmou João Ponte após a visita a uma exploração agropecuária no Corvo, no âmbito da visita estatutária.

A partir de 2018, os produtores açorianos passarão a ser compensados pelo abate de todos os animais infetados com BVD, segundo a nova legislação que está a ser preparada pelo Governo Regional.

João Ponte salientou que se trata de um investimento muito significativo, mas que se justifica porque, se não fosse feito, colocaria em causa a rentabilidade das explorações e, sobretudo, porque estaria em causa um setor essencial para o desenvolvimento da Região, que cria emprego e riqueza.

“Neste momento já foram analisados cerca de 35% dos animais na Região, num total de 260 mil efetivos, e já foram cedidas marcas auriculares específicas para acelerar a erradicação da BVD em 40% das sete mil explorações existentes”, revelou João Ponte.

No caso específico da ilha do Corvo, acrescentou o Secretário Regional, já foram realizadas análises a 80% dos animais, num universo de 900 animais, e disponibilizadas marcas auriculares a 100% das explorações.

João Ponte destacou que o elevado estatuto sanitário de que gozam os Açores resulta da perceção que os agricultores têm da importância de possuírem uma boa sanidade animal nas suas explorações, do trabalho meritório dos médicos veterinários, das parcerias com as associações agrícolas e também dos investimentos que o Governo Regional tem realizado neste domínio, permitindo que atualmente o arquipélago seja oficialmente indemne de um conjunto de doenças.

“É o caso da Brucelose dos Pequenos Ruminantes (desde 2003), da Leucose Bovina Enzoótica (desde 2010) e esperamos que a Região também esteja oficialmente indemne da Tuberculose Bovina em 2021”, afirmou João Ponte, acrescentando que, desde 2006, que não há animais infetados na ilha Terceira, desde 2009 em São Jorge e desde 2014 em São Miguel.

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