Charter solidário é uma forma de trazer estudantes mais carenciados no Natal

O vice-presidente do Governo Regional disse, segunda-feira, que o charter Lisboa-Funchal-Lisboa, que vem no dia 20 de dezembro para a Região e volta no dia 1, é uma operação solidária, por forma a que os jovens mais carenciados, que em princípio iriam passar o Natal no continente, possam vir à Madeira e passarem esta quadra natalícia com os seus familiares.

Esta operação, segundo Pedro Calado, está a deixar “algumas pessoas nervosas, com o sucesso que nós vamos introduzir. Este é um voo extraordinário. É um voo excecional. É um voo que é feito apenas uma vez. Este voo tem uma característica especial, que é um voo solidário, de cariz solidário, para todos aqueles estudantes que nos contactaram e que nós sabíamos e percebemos que não tinham condições de vir passar o Natal à Madeira”.

Tal como afirmou, “havia, talvez, duas ou três centenas de estudantes que estavam nestas circunstâncias. E, infelizmente, porque o subsídio de mobilidade ainda não estava tratado –

estamos agora a desbloquear essa questão, ou estamos a fazer as primeiras reuniões do grupo de trabalho para resolver o problema do subsídio de mobilidade –, mas os estudantes mais carenciados não esperam que a questão do subsídio de mobilidade esteja resolvida”.

Aliás, recordou Pedro Calado, “o Governo Regional da Madeira já estava à espera que o Governo da República resolvesse essa questão há um ano e meio, só para marcar uma reunião. E só agora é que conseguimos agendar essa reunião de trabalho. À parte disso, como não podemos ficar de braços cruzados, nem o Governo Regional foi eleito para ficar de braços cruzados, à espera que Lisboa nos marque reuniões, fomos para o terreno e começámos a tentar encontrar soluções”.

Agora, explicitou Pedro Calado, “este charter, que é um voo único, não tem nada a ver com operações regulares, nem tem nada a ver com futuras operações. É uma situação única e extraordinária. É de tentarmos trazer o jovens universitários madeirenses carenciados, que iriam, em princípio ficar, no continente, longe das famílias. Desta forma, a um preço muito acessível, vão ter oportunidade de vir à Madeira” nesta quadra tão importante para os madeirenses, que a vivem de uma forma muito especial.

Segundo Pedro Calado, “à partida, os estudantes universitários que vão agora comprar estas viagens serão aqueles que não tinham reservas efetuadas e a serão, naturalmente, os carenciados. Serão aqueles que não tinham possibilidades, efetivamente, de fazer essa compra”.

O vice-presidente explicou ainda que, o tempo para agilizar toda esta operação, desde o anúncio até à comercialização dos bilhetes, resulta da necessidade de cumprir com todos os requisitos legais que se impunham. Desde logo, a contratualização desta operação. Tal como afirmou, “para fazer a contratualização desta operação, nós temos procedimentos legais para fazer”. Só depois disso, explicou ainda o governante, é que será feita uma reunião com as agências de viagens, por forma a operacionalizar este voo, que terá 170 lugares disponíveis.

Estes lugares, conforme referiu, serão destinados aos estudantes madeirenses que estejam em qualquer cidade do país. Tal como afirmou, “contrariamente ao que muita gente diz, e diz erradamente, porque tentam denegrir esta solução –, esta é uma operação aberta a todos os estudantes universitários madeirenses de todo o país. Razão pela qual se fez o primeiro voo às 15h50 do dia 20. A essa hora podem vir do norte, podem vir do centro, podem vir do sul, têm perfeitamente tempo para chegar a Lisboa e apanhar o avião para o Funchal. E a razão de ser do voo de regresso ser às 11h05 é, precisamente, para dar tempo para que passem o Natal e fim do ano junto das suas famílias, passem a noite do final do ano e, dia 1 de janeiro, vão às 11h05 da manhã. Chegarem a Lisboa a tempo de prosseguirem a sua vida normal pois há muitos deles que já tem exames nos dias seguintes”.

Agora, salientou ainda Pedro Calado, “isto não tem nada a ver com operações regulares. Não é também uma situação tardia, porque esta operação era inexistente. Para ser tardia, era se tivéssemos a possibilidade de fazer mais cedo e não o tivéssemos feito. Esta é uma operação de exceção. A administração da TAP ficou sensível com aquilo que nós transmitimos e quiseram, conjuntamente connosco, arranjar uma solução que fosse ao encontro das necessidades dos estudantes. E houve um esforço conjunto do Governo para encontrar uma solução. Vamos ter algum custo com esta operação, mas é um custo irrisório. Temos uma tripulação madeirense que se predispôs a fazer os voos nesta altura. E, depois, vamos ter uma pequena lembrança para os Estudantes universitários para sentirem que estão a chegar a sua terra”.

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