Madeira vai perder competitividade turística

Apesar da taxa de ocupação para o Fim-de-Ano rondar os 95%, o administrador do Grupo Porto Bay não tem dúvidas que a Madeira vai perder competitividade. 

O aumento dos impostos, nomeadamente o IVA, as taxas aeroportuárias, a diminuição dos voos e as campanhas agressivas de outros destinos, como as Ilhas Canárias. Tudo isto levará a que a Região Autónoma da Madeira seja menos competitiva.

António Trindade dá conta das preocupações do sector turístico, sobretudo quando as unidades hoteleiras que dependem maioritariamente do mercado nacional começam a deitar contas aos cortes nos subsídios de férias e de Natal.

Ainda assim, no que diz respeito ao Grupo Porto Bay, a taxa de ocupação para o Fim-de-Ano ronda os 95%. Um número equiparado a 2010, mas que tem a sua origem no mercado internacional, dado que “o mercado nacional ronda apenas os 2%”.

O hoteleiro mostra-se também preocupado, neste contexto, com a eventual redução das verbas para a animação, por parte da Secretaria Regional do Turismo e Transportes. “Até porque os privados, no momento presente, já suportam muito as acções de animação e de promoção”.

As acções promocionais serão, sem dúvida, uma das chaves para o sucesso. De acrescentar que o Governo dos Açores lançou recentemente uma campanha que prevê tarifas de 88,50 euros nas ligações do continente para o arquipélago.

António Trindade reitera aqui que o produto madeirense nada tem a ver com o produto açoriano, tendo uma oferta diferenciada. O principal problema é não termos uma companhia aérea própria, que permita intervir de forma directa nos mercados emissores.

A instabilidade política tem trazido igualmente problemas à estabilidade do mercado turístico e às relações entre os vários intervenientes. Por isso, de futuro, é preciso auscultar os empresários e analisar as políticas de preços praticadas na Região Autónoma da Madeira.

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