Ponta Delgada homenageia Avelino de Freitas de Meneses

Foi com notável emoção que Avelino de Freitas de Meneses recebeu o título de Cidadão Honorário de Ponta Delgada.

“Para mim, este título tem o significado de uma grande distinção”, disse o investigador, escritor, historiador e professor catedrático, Avelino de Freitas de Meneses.

Natural da ilha Terceira, Avelino de Meneses não pensa retornar à ilha permanentemente, mas voltará para matar saudades. O agraciado confessou que “São Miguel é mais do que uma ilha de adoção” e que Ponta Delgada lhe proporcionou as melhores oportunidades pessoais e profissionais. Aqui criou raízes.

Na sessão em que se lançou o livro Das Autonomias à Autonomia e à Independência: o Atlântico Político entre os séculos XV e XXI, Avelino de Freitas Meneses mais do que apresentar a publicação – que coordenou e que conta com vários contributos académicos e não só – manifestou, como que em resumo, um ponto de vista muito próprio sobre a Autonomia, a sua evolução e os desafios que esta enfrenta.

“Este não é um livro de história dos Açores”, esclareceu, “mas é um livro sobre a história dos Açores”.

Avelino de Meneses defendeu que “é sempre preciso estudar a Autonomia. Esta é uma missão da história mas é, também, uma missão multidisciplinar”.

Isto porque, para Avelino de Meneses, “a Autonomia já não é ‘um negócio’ para a obtenção de apoios dos Açores com o Estado. Hoje, a Autonomia quer ser muitas coisas que Portugal já não pode garantir. Outras, que estão mais longe. E outras, ainda, que estão debaixo dos nossos pés e que não nos apercebemos”.

Avelino de Meneses declarou que os Açores têm de encontrar um caminho num mundo em crise e sujeito a transformações. “Temos como desafio harmonizar a Autonomia com a unidade dos Açores. Mas temos uma herança difícil: A Autonomia é um projeto do presente e uma garantia do futuro. Contudo, o financiamento (nacional e europeu) é o calcanhar de Aquiles deste processo”.

Num mundo em que “é necessário que a crise não se coloque num retrocesso geracional, sob pena do colapso desta geração”, Avelino de Meneses defendeu que os Açores, o mar e a exploração dos seus recursos, a par da capacidade política e o benefício de ser a correspondência euro-americana do mundo ocidental, poderão perspetivar um futuro mais estável. “Só o entendimento Atlântico impedirá que o pior aconteça”, disse.

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