Cortes na saúde contrariam indicações da Troika

Mário Pereira, do CDS/PP, diz que o Governo Regional “está viciado no desperdício”.

O deputado do CDS/PP, Mário Pereira, lamenta que o Governo Regional tenha aprovado uma medida para extinguir os subsídios de fixação dos enfermeiros, sobretudo quando o Serviço Regional de Saúde está carente de mão-de-obra.

“Serviços como a otorrino, a radiologia e a anestesia estão carentes de mão-de-obra, estão carentes de médicos que possam promover com eficácia o funcionamento das atividades. A Região deixou de conseguir captar jovens médicos, inclusive jovens médicos madeirenses, por forma a colmatar estas carências”.

O parlamentar não tem dúvidas que o Governo Regional, ao cortar estes apoios, está a fugir ao acordado com as entidades europeias. Até porque, pelo que se sabe, “a Troika diz que é preciso apoiar e estimular a criação de unidades de saúde familiares, diz que é preciso apoiar a fixação de médicos nas zonas rurais de forma a combater as listas de espera”.

Na conferência de imprensa de hoje, marcada para analisar o retrocesso nos serviços de saúde prestados aos utentes, ficou também uma comparação com a Região Autónoma dos Açores, que mantém os apoios aos profissionais de enfermagem.

“Se o SESARAM teve dinheiro para comprar 40 carros topo de gama, ainda muito recentemente, não tem dinheiro para contratar jovens médicos e aliciar jovens médicos para virem trabalhar para a Madeira”, questionou Mário Pereira, acrescentando que o Governo está viciado no desperdício, não conseguindo poupar onde deve.

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