Passo 1: Comprar um espelho!

With great power comes great responsibility” dizia o tio de Peter Parker numa das cenas mais marcantes do filme “O Homem Aranha”. Apesar da origem controversa desta frase, foi a caneta de Stan Lee que a espalhou pelo mundo e que, então, tal como agora, nos impõe uma reflexão sobre a nossa relação com o próximo.

A sua intemporalidade é incontestável em muitos contextos da vida em sociedade. O Mas mais que uma frase bonita deveria ser o lema de todos aqueles que, publicamente ou mais recatadamente, assumem um lugar de responsabilidade social e política.

Nos últimos anos em Portugal temos assistido a verdadeiros atropelos às liberdades individuais, às liberdades colectivas, indiscutivelmente devido a uma má utilização dos poderes inerentes a determinados cargos. Quem de nós já não viu, com demasiada frequência, indivíduos a bater no peito orgulhosos do cargo que detêm, mas que na hora do balanço, na hora da avaliação, na hora do aperto, fazem o que melhor sabem, ou seja, passar a batata quente para o elemento que estiver mais a jeito. A responsabilidade chega a ser uma “bola de pingue-pongue”, mas sem mesa nem jogador que se assuma o jogo!

Observamos repetidamente estórias onde o “sacudir água do capote” é o mote quando o que está em jogo é a responsabilidade de comportamentos, de atitudes, de políticas. São tantas as vezes que, quando vemos porventura alguém que assuma, com toda a franqueza, que errou, que falhou, que não atingiu os objectivos, que apostou no cavalo errado, que desconfiamos e logo dizemos que aquele acto de contrição “traz água na boca”…

É esta postura irresponsável, levada à letra por muitos responsáveis por cargos políticos, que serve de exemplo aos nossos jovens, a todos nós?

Não está na hora de mudar a sina? Apontar primeiramente o dedo a si mesmo. Atribuir fracassos ao próprio. Perceber que há momentos ou escolhas que não permitem atingir o desempenho adequado à altura da responsabilidade esperada! Deixemo-nos de teorias conspiratórias e comecemos a combater único sabotador: o EU.

Vamos por pequenos passos e lá chegaremos.

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