Emigrantes queixam-se de maus tratos na alfândega do Aeroporto

Presidente do Clube Social das Comunidades Madeirenses lamenta o tratamento discriminatório.

No Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Madeirenses, Olavo Manica, presidente do Clube Social das Comunidades Madeirenses, deixou duras críticas à forma como são tratados os emigrantes que chegam ao Aeroporto Internacional da Madeira, sobretudo quando provenientes de voos da Venezuela e da África do Sul.

“Centenas de emigrantes queixam-se do mau trato na abordagem de certos funcionários, quer pela forma déspota como os tratam na hora que os fazem abrir a bagagem, quer pela burla quando falam”, denunciou, acrescentando mesmo que aqueles que regressam à Região Autónoma da Madeira são, muitas vezes, tratados como contrabandistas.

Olavo Manica referiu-se ainda à atual situação económica e social que a Região Autónoma da Madeira atravessa. E, neste contexto, sublinhou que os emigrantes têm uma importante palavra a dizer.

“Hoje mais que nunca necessitamos de fazer uma espécie de lóbi junto dos nossos emigrantes. Estes ainda possuem reservas monetárias que bem poderiam ser canalizadas para investimentos na nossa Região. Mas logicamente terá de haver regras claras para incentivos de investimento, como existia antes por exemplo com a conta poupança emigrante”.

Na oportunidade, na cerimónia de homenagem aos emigrantes, que decorreu na Avenida do Mar, o presidente do Clube Social das Comunidades Madeirenses reivindicou ainda a construção de um Museu da Emigração Madeirense, cujo objetivo principal seria reunir, divulgar e preservar documentos, correspondência e recordações da nossa epopeia emigratória.

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