“Natureza Comestível”

Pelo excecional valor nutricional e adaptação ao território, estes alimentos ancestrais são importantes para uma dieta equilibrada e para corrigir carências, devidas aos maus hábitos alimentares atuais. Ao readaptarmos a nossa alimentação estaremos a contribuir para uma sociedade mais sustentável e para a valorização dos nossos bosques autóctones e o apoio ao mercado emergente deste tipo de alimentos.

Numa co-produção da Quercus e MPI – Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente, foram publicados até ao momento 14 vídeos sobre diversos alimentos silvestres com uma abordagem simples e didática.

A nossa sociedade industrial, que abrange o setor agroalimentar, tem conduzido ao abandono da dieta tradicional e ao avanço das monoculturas, destruindo-se território, solo e biodiversidade, comprometendo assim a produção de alimentos no futuro e diminuindo a qualidade da nossa alimentação. Por outro lado, o conhecimento científico atual tem demonstrado que os alimentos silvestres são mais ricos em nutrientes, podendo corrigir as carências e desequilíbrios da dieta atual, e o nosso organismo está melhor adaptado a eles, em resultado dos milhões de anos de evolução.

Ajustar o nosso regime alimentar ao território é um dos desafios com potencialidades na melhoria da saúde, na promoção do bosque autóctone e na economia nacional, através do mercado emergente de alimentos silvestres, ou seja, para uma sociedade mais sustentável.

Esta série de vídeos surge como complemento aos livros “Ervas Silvestres Comestíveis – Guia Prático” e “Frutos Silvestres Comestíveis – Guia Prático”, editados pela Quercus em 2015.

Espera-se com a mesma conseguir ampliar a divulgação dos nossos recursos naturais alimentares, porque nem sempre é fácil identificar as plantas através de fotos, ou esclarecer dúvidas no terreno, uma vez que com o afastamento do contacto mais íntimo com a Natureza deixou de haver, da forma que era praticamente generalizada, a transmissão do conhecimento entre as gerações sobre uso das plantas. Para além disso, a tradição é muitas vezes restrita nas diversas regiões do nosso país, o que acaba por condicionar a divulgação dos seus recursos naturais alimentares.
Os episódios vão sendo traduzidos para inglês e vários estão já com legendas disponíveis.

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