É preciso criar «uma cultura de confiança nas capacidades» das Forças Armadas

«Importa que os cidadãos saibam que os seus militares são capazes e que neles se revejam com orgulho, enquanto defensores e praticantes dos princípios e valores em que se fundou a unidade e identidade nacionais», afirmou o Primeiro-Ministro António Costa na cerimónia de entrega de seis aviões de combate F-16 portugueses à Roménia, na base aérea de Monte Real, em Leiria.

O Primeiro-Ministro afirmou ainda a necessidade de se criar «uma cultura de confiança nas capacidades do País e em particular das Forças Armadas» portuguesas, na cerimónia que contou também com a presença dos Ministros da Defesa de Portugal, Azeredo Lopes, e da Roménia, Mihnea Ioan Motoc.

Os seis aviões já entregues são os primeiros de 12 vendidos pelo XIX Governo em 2013, e a venda incluiu também a formação de 84 pilotos e de técnicos romenos em Portugal e o acompanhamento da instalação dos aviões na sua nova base.

Assim, com os aviões partem para a Roménia pilotos, engenheiros, programadores e técnicos de manutenção portugueses, que ali permanecerão durante dois anos.

Os próximos três aviões serão entregues até ao final do ano e as restantes três, as que foram compradas por Portugal ao fabricante norte-americano e ainda estão em processo de atualização, em setembro de 2017.

O processo de modernização dos aviões e de formação do pessoal, que começou em 2014, terminará em 2018.

O contrato contemplou a venda de 12 aparelhos, sendo nove monolugares e três bilugares, e a venda estava prevista na Lei de Programação Militar desde 2006 e na estratégia Defesa 2020, depois de Portugal ter decidido que não precisava de nove dos 39 F-16 de que então dispunha.

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