Um em cada cinco portugueses estava em risco de privação material

Quase um em cada cinco portugueses estava, em 2015, em risco de privação material (19,5%), sendo que o rendimento das famílias, incluindo prestações sociais aumentou 292 euros anuais, para os 8.435, desde 2008, segundo o Eurostat.

De acordo com dados divulgados pelo gabinete oficial de estatísticas da União Europeia (UE), a Roménia é o país onde maior número de pessoas estava, no ano passado, em risco de privação material (24,5%, uma em cada quatro), seguindo-se a Letónia (22,5%), a Lituânia (22,2%), a Espanha (22,1%), a Bulgária (22,1%), a Estónia (21,6%), a Grécia (21,4%), a Itália (19,9%) e Portugal (19,5%).

No que respeita aos rendimentos anuais das famílias em risco – incluindo prestações sociais – em sete anos estes aumentaram 292 euros, para os 8.435.

Face a 2008, antes da crise económica, a taxa de risco de privação material aumentou, em Portugal um ponto percentual.

Segundo o Eurostat, que divulga os dados no âmbito do Dia Internacional para a Eliminação da Pobreza, as taxas baixaram, em 2015, para valores próximos aos do pré-crise.

No que respeita à exclusão social, mais de um terço da população estava em risco de pobreza na Bulgária (41,3%), na Roménia (37,3%) e na Grécia (35,7%), enquanto em Portugal era, em 2015, mais de um quarto (26,6%).

Os Estados-membros com menores taxas de pobreza e exclusão social eram a República Checa (14%), a Suécia (16%), a Holanda e a Finlândia (16,8% cada), a Dinamarca e a França (17,7% cada).

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