Eleições adiadas para «safar» Maduro

O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE) anunciou que as eleições para governadores regionais vão realizar-se no final do primeiro semestre do próximo ano. A oposição venezuelana reclama que sejam convocadas as eleições, realizadas pela última vez em Dezembro de 2012, para um mandato de quatro anos de duração.

A oposição já reagiu aos anúncios e acusou o CNE de adiar as eleições devido à baixa popularidade de Nicolás Maduro, agravada pela crise política e socioeconómica que afecta o país, nomeadamente a insegurança e dificuldades em obter bens essenciais.

A prioridade, na Venezuela, não é fazer eleições, a prioridade é a economia, recuperar a produção”, disse o presidente da Venezuela a 4 de Outubro, durante um ato transmitido pela televisão estatal.

A oposição quer realizar, ainda este ano, um referendo revogatório do mandato do Presidente e acusa o CNE de atrasar propositadamente a calendarização das diferentes etapas do processo para protelar a saída de Nicolás Maduro do poder. Se o referendo se realizar até 10 de Janeiro de 2017 deverão ser convocadas novas eleições presidenciais, depois dessa data cabe ao vice-presidente da Venezuela, Aristóbulo Isturiz, assumirá os destinos do país até ao final do actual mandato presidencial, em 2019. No final do mês passado, o CNE afastou a possibilidade de o referendo se realizar antes de meados do primeiro trimestre do próximo ano.

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