Embaixada do Equador cortou internet a Assange

O Governo do Equador admitiu que “restringiu temporariamente” o acesso à internet a Julian Assange, que se encontra na embaixada daquele país em Londres, invocando “o respeito e o princípio de não intervenção em assuntos de outros países”. A medida coincide com a publicação na internet de documentos ‘sensíveis’ contra a candidata democrata à Presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton.
O portal onde foram divulgados os documentos denunciou que o corte aconteceu na noite do passado sábado e acusa o Governo de Quito de ceder às pressões dos Estados Unidos. O porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, John Kirby, já desmentiu que os EUA estejam implicados no corte da ligação à internet do fundador do WikiLeaks. A embaixada do Equador no Reino Unido, onde Assange se encontra exilado há quatro anos, afirmou que “a política exterior do Equador responde exclusivamente a decisões soberanas e não cede a pressões de outros países.
Assange tornou-se mundialmente conhecido em 2010, quando
o WikiLeaks divulgou documentos confidenciais dos Estados Unidos. O ex-jornalista tornou-se um hóspede incómodo para a embaixada do Equador, desde que pediu asilo para não ser extraditado para a Suécia, onde é acusado de vários crimes de abuso sexual, que sempre negou. O que Julian Assange teme numa eventual deslocação à Suécia é que as autoridades do país possam extraditá-lo para os Estados Unidos, onde é acusado de espionagem pela divulgação de documentos secretos. Incorre numa pena de prisão perpétua.

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