Estratégia da Anona em andamento

A Secretaria Regional da Agricultura e Pescas destaca que “quase um ano depois da aprovação do Plano Estratégico da Anona em Conselho de Governo, os objetivos iniciais estão alcançados”.

Recentemente foi aprovado o despacho que aprova o programa da ação de formação profissional específica sectorial em “Produção de Anona”. Trata-se de uma formação profissional que decorre do próprio Plano Estratégico e que dá ao agricultor, que se dedique ou venham a se dedicar a este cultivo, conhecimentos atualizados sobre as técnicas agronómicas mais indicadas ao melhor desenvolvimento das produções.

Após a formação, pretende-se que os profissionais sejam capazes de gerir, planear e coordenar as práticas agrícolas com uma eficiente racionalização dos fatores de produção, responsabilidade em relação à conservação do ambiente, segurança no trabalho e qualidade de produção aumentando a suas produções.

A par desta importante ação, já foram realizadas duas ações sobre práticas de poda abrangendo um total de 35 agricultores. Não menos importante foi igualmente a aprovação de um único produto fitofarmacêutico que veio controlar a praga da cochonilha e da mosca da fruta na anoneira.

Este primeiro ciclo de desenvolvimento fica terminado em novembro com a visita à região de William Schauff – Presidente da Associação Brasileira de Atemoia.

Face a esta evolução, Humberto Vasconcelos considera que o avanço dado a esta cultura está em parte relacionado com o esforço que tem sido feito a nível do apoio técnico nomeadamente em Santa Cruz, Machico e Santana. Segundo adiantou o secretário regional de Agricultura e Pescas foram aprovados através do PRODERAM2020 investimentos na ordem dos 163 mil euros respeitantes a esta cultura. “São indicadores importantes e que estão de acordo com as nossas expetativas. Sabemos que só teremos melhores produções se tivermos planos bem traçados e com objetivos concretos”.

Importa referir que ao nível do apoio financeiro o POSEI 2017 irá conferir uma valorização acrescida à anona comparativamente a outras produções e também não estará sujeita a rateio ao contrário do que vinha acontecendo.

Recorde-se que um dos objetivos do Plano Estratégico passa por aumentar área de produção até 2020 e ao mesmo tempo aumentar a exportação das 70 para as 200 toneladas nos próximos 12 anos.

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