Notas podem ser ajustadas

Os estudantes que frequentam escolas que inflacionem as notas internas poderão ter essas classificações “automaticamente ajustadas” no acesso ao ensino superior. A medida consta no relatório realizado por um grupo de trabalho que avaliou o regime de acesso ao ensino superior, coordenado pelo ex-reitor da Universidade do Algarve, João Guerreiro.

“A proposta defende a introdução de limites máximos para os desvios das classificações internas usadas no concurso de acesso” ao ensino superior, escreve o «Jornal de Notícias».

De acordo com o JN, as notas internas de escolas que ultrapassarem esses limites, durante vários anos, podem ser submetidas a ajustes automáticos, apenas para efeitos de acesso ao ensino superior ou através da adopção de ponderações que corrigem as notas das escolas ou por ajuste directo da nota interna no cálculo da nota de candidatura. O grupo de trabalho defende que “em ambos os casos, o efeito do ajuste neutralizaria a inflação das notas”.

Em 2015, o anterior ministro da Educação, Nuno Crato, confirmou que investigadores tinham alertado que 24 escolas inflacionavam as notas internas dos seus alunos. Desse grupo, 14 eram colégios e 22 do norte do país.

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