Declínio populacional mantém-se desde 2010

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, a situação demográfica em Portugal continua a caracterizar-se pelo decréscimo da população residente, apesar do aumento da natalidade e da imigração, e do decréscimo da emigração. O declínio populacional mantém-se desde 2010, embora se tenha atenuado nos dois últimos anos.

Registou-se um ligeiro aumento do número de nascimentos (85 500 nados-vivos), pela primeira vez desde 2010. Contudo, esse aumento foi insuficiente para compensar o número de óbitos (108 511), pelo que o saldo natural foi negativo (-23 011).

A nível dos movimentos migratórios observou-se uma recuperação do saldo que foi menos negativo; aumentou o número de imigrantes e diminuiu o número de emigrantes. Contudo, o efeito conjugado destes fluxos resultou na manutenção do saldo negativo (-10 481), uma vez que o número de imigrantes continuou a ser inferior ao de emigrantes.

Estima-se que, durante o ano de 2015, tenham entrado em Portugal 29 896 pessoas, valor superior em 53,2% ao registado em 2014 (19 516) e tenham saído, para residir no estrangeiro, um total de 40 377 pessoas, menos 18,5% do que em 2014 (49 572).

Assim, a população residente em Portugal foi estimada em 10 341 330 pessoas, menos 33 492 do que em 2014, o que representa uma taxa de crescimento efetivo de -0,32% (-0,50% em 2014).

Ainda em 2015, o índice sintético de fecundidade foi de 1,30 filhos, recuperando ligeiramente pelo segundo ano consecutivo (1,23 em 2014).

O INE adianta ainda que a esperança de vida à nascença foi estimada em 80,41 anos, para o triénio 2013-2015, e continua a ser superior nas mulheres (83,23 anos, face a 77,36 nos homens).

Realizaram-se 32 393 casamentos (mais 915 do que em 2014). Este número regista um aumento, pela primeira vez, desde 2000.

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