Compras de Natal: mais portugueses têm intenção de utilizar cartão de crédito

Este ano, 24% dos consumidores portugueses planeiam utilizar o cartão de crédito no pagamento das despesas de Natal, uma subida quando comparado com os dados de 2015 (18%) e 2014 (11%). Ainda assim, o valor médio que planeiam gastar com o cartão de crédito diminuiu, pela primeira vez, desde 2012, fixando-se agora nos 419€. Estas são algumas das conclusões do mais recente estudo Observador Cetelem, que analisou o consumo em Portugal e as intenções de compra no Natal.

Apesar do valor que os consumidores planeiam gastar com cartão de crédito nas compras natalícias ter descido face a 2015, de 444€ para 419€, este é o segundo valor mais elevado dos últimos seis anos. Entre os que vão utilizar o cartão de crédito este Natal, a maior parte (23%) conta gastar um valor entre 250€ a 500€. Seguem-se os que contam gastar entre 100€ a 249€ (10%) e entre 500€ a 1000€ (10%). Apenas 1% afirma que gastará mais de 1000€ com cartão de crédito, percentagem igual aos que planeiam gastar até 99€.

São os indivíduos entre os 35 e os 44 anos que mais possuem cartão de crédito (57%) e que mais tencionam recorrer a esta forma de pagamento para as compras de Natal (39%). Os consumidores entre os 25 e os 34 anos encontram-se em segundo lugar, com 53% a possuir cartão de crédito e 37% a referir intenção de o utilizar na compra dos presentes. Inversamente, são os jovens entre os 18 e os 24 anos que menos possuem cartão de crédito (10%) e que menos tencionam utilizá-lo nesta época festiva (5%).

Ao nível socioeconómico, é a classe alta que mais possui cartão de crédito (74%, comparativamente com 34% da classe média e 5% da classe mais baixa) e que mais planeia utilizá-lo para as compras natalícias (59%). Verifica-se também que menos de um terço das mulheres (30%) possui cartão de crédito, em comparação com 45% dos homens.

Este estudo foi desenvolvido em colaboração com a Nielsen, tendo sido realizados 600 inquéritos por telefone, a indivíduos de Portugal continental, de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos, entre os dias 26 e 28 de setembro de 2016. O erro máximo é de +4.0 para um intervalo de confiança de 95%.

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