Ex-director da Octapharma foi libertado na Alemanha

O ex-director da Octapharma, Lalanda de Castro, acusado de corrupção passiva nos negócios do plasma, foi libertado na Alemanha após um juiz ter considerado não haver fundamentos para o seu mandado de detenção europeu. Isto porque o arguido, que tem outros processos em Portugal, “sempre esteve contactável, não sendo preciso a sua detenção para ser ouvido em Lisboa”.

Ricardo Sá Fernandes, o advogado do ex-director da Octapharma, já comunicou ao Ministério Público (MP) que o seu cliente se apresentará “onde, como e quando” o MP português entender para ser ouvido. O advogado desconhece se o regresso a Portugal se fará ou não ao abrigo do processo de extradição, uma vez que há disponibilidade do arguido para ser ouvido pelas autoridades portuguesas.

Lalanda e Castro, que era já arguido no âmbito da Operação Marquês, foi detido na quarta-feira da semana passada nos escritórios da Octapharma, em Heidelberg, no âmbito da operação “O Negativo”, a mesma que levou à detenção por suspeitas de corrupção passiva de Luís Cunha Ribeiro, ex-presidente do INEM e da Administração Regional de Saúde de Lisboa.

A Polícia Judiciária suspeita que Cunha Ribeiro terá recebido contrapartidas do ex-director da Octapharma em Portugal para esta empresa ter o monopólio de fornecimento aos hospitais de plasma e hemoderivados. Lalanda de Castro, por seu lado, é suspeito de corrupção activa. Já tinha sido acusado por tráfico de influências nos “vistos gold” e é arguido por fraude fiscal na “Operação Marquês”, o mesmo processo que envolve o ex-primeiro ministro José Sócrates.

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