“Será uma declaração de guerra”, disse Netanyahu

Benjamin Netanyahu ligou para o ministro dos Negócios Estrangeiros da Nova Zelândia antes de ser aprovada a resolução da ONU que exige o fim “imediato” e “completo” da política de colonatos nos territórios palestinianos, na passada sexta-feira, e avisou que essa aprovação seria entendida como uma “declaração de guerra”. A informação é do Guardian, que cita jornais israelitas.

“Esta decisão é escandalosa. Estou a pedir-vos que que não a apoiem e não a aprovem”, disse o primeiro-ministro de Israel ao representante da Nova Zelândia, um dos países que apresentou a proposta. “Se continuarem a promover esta resolução, do nosso ponto de vista será uma declaração de guerra. Vai romper as nossas relações e haverá consequências. Vamos chamar o nosso embaixador [da Nova Zelândia] para Jerusalém.”

A proposta votada na sexta-feira e aprovada por unanimidade no Conselho de Segurança foi apresentada pela Nova Zelândia e pelo Senegal, que se juntaram à iniciativa da Malásia e da Venezuela, dois países com os quais Israel não tem relações diplomáticas.

O governo de Jerusalém já reduziu as relações com os países que votaram a favor da resolução das Nações Unidas e anulou o seu programa de ajuda nos países da África ocidental.

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