Prisão preventiva para o empresário Eike Batista

A Justiça do Rio de Janeiro decretou, esta quinta-feira, a prisão preventiva do empresário brasileiro Eike Batista numa nova fase da operação Lava Jacto. Batista, que já foi um dos homens mais ricos do Brasil, é acusado de pagar subornos no valor de 14,9 milhões e euros em troca do favorecimento às suas empresas em licitações de obras públicas, num esquema de corrupção liderado por Sérgio Cabral, o ex-governador do Rio de Janeiro.
O Ministério Público (MPF) do Rio de Janeiro informou que o empresário é investigado por corrupção activa com o uso de contrato fictício, naquela que é chamada de Operação Eficiência. Em causa está a investigação de um esquema de corrupção liderado pelo ex-governador Sérgio Cabral para ocultar mais de 93,2 milhões de euros.

“Um objecto das investigações é o pagamento de um suborno de 16,5 milhões ao ex-governador por Eike Batista e pelo advogado Flávio Godinho, do grupo EBX, usando a conta Golden Rock no TAG Bank, no Panamá”, explicou o MPF. “Esse valor foi solicitado por Sérgio Cabral a Eike Batista no ano de 2010 e, para dar aparência de legalidade à operação, foi realizado em 2011 um contrato de fachada entre a empresa Centennial Asset Mining Fuind, holding de Batista, e a empresa Arcadia Associados, por uma falsa intermediação na compra e venda de uma mina de ouro.”

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