Quercus contra o abate de floresta no Parque Natural de Sintra

A Quercus tem recebido queixas devido à marcação de milhares de árvores para abate em perímetros florestais geridos pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, no Parque Natural de Sintra-Cascais.

Segundo o ICNF – Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, a intervenção que está a ser preparada nos Perímetros Florestais da Serra de Sintra e Penha Longa e mais especificamente, na envolvente aos arruamentos públicos (EN9-1 troço entre a Lagoa Azul e a Malveira da Serra, Estrada Florestal Malveira-Portela e acesso à Barragem do Rio da Mula) tem como principais objetivos melhorar a segurança de pessoas e bens e garantir o bom desenvolvimento das espécies autóctones presentes no sub-bosque, as quais na base dos bosquetes de folhosas características da zona.

Foi efetuada uma visita à área onde as árvores foram sujeitas ao “Auto de Marca” e nada parece justificar a necessidade de corte de árvores em bom estado fitossanitário até 50 metros da EN9-1, entre a Penha Longa e a Malveira da Serra. Para a manutenção da segurança de pessoas e bens devem apenas ser identificadas para abate as árvores em risco de queda, após análise técnica rigorosa, o que evitaria o corte de árvores em que o objetivo evidente, apenas pode ser o Estado receber pela venda da madeira.

A Quercus defende o cancelamento do corte e a reavaliação dos critérios para corte de árvores no Parque Natural de Sintra-Cascais (PNSC). Existe um risco de propagação das Acácias invasoras exóticas existentes, que são favorecidas pelo corte dos pinheiros-bravos autóctones.

Não se compreende que nesta época de perda acelerada de biodiversidade e de urgência em manter as florestas existentes no planeta, como forma de combate às alterações climáticas, o Estado promova abates de árvores dentro de Áreas Protegidas.

A Serra de Sintra, para além de ser uma área protegida é também, devido à sua paisagem, classificada como Património Mundial da UNESCO, pelo que qualquer intervenção, deve ser criteriosamente fundamentada.

Já existe um grupo de cidadão a alertar no Facebook “Salvem as Árvores do Anel da Morte” que merece solidariedade.

A Quercus apela ao cancelamento do corte e reavaliação dos critérios do Auto de Marca promovido pelo ICNF, dado que não se compreende que em áreas vocacionadas para a conservação da natureza e lazer dos municípios de Cascais e Sintra sejam efetuados cortes rasos.

One thought on “Quercus contra o abate de floresta no Parque Natural de Sintra

  • 3 Junho, 2017 at 9:09
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    Passo varias vezes pelos muitas caminhos e estradas da Serra de Sintra e devo dizer que são milhares de arvores marcadas com o tal “anel da morte”.
    Para mim isto é apenas mais um negocio de alguma empresa “honesta”. Eliminar floresta autóctone só vai fazer com que haja proliferação de espécies invasoras como é o caso da acácia.
    A madeira do pinheiro é muito mais rentável do que a do eucalipto, logo não se vê nenhum eucalipto com o anel.
    A melhor forma de combater isto seria fazer a mesma marca em mais outros milhares de pinheiros e assim já não saberiam os que cortar e poderiam desistir ou pelos menos adiar este abate.

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