Jornal fecha devido a morte de jornalistas

O jornal mexicano «Norte de Ciudad Juárez», sediado na cidade com o mesmo nome, publicou ontem a sua última edição, após 27 anos nas bancas, por considerar que não existem condições de segurança para exercer jornalismo de forma isenta e livre. A decisão foi comunicada aos leitores através da capa do diário, com a palavra Adios! (Adeus) escrita em letras grandes na primeira página.

“Estimado leitor, escrevo aqui hoje para informar que tomei a decisão de fechar este diário pelo facto de, entre outras coisas, não termos nem garantias nem segurança para exercer um jornalismo isento e crítico”, escreveu o director do jornal, Oscar Cantu Murgia.
A decisão de encerrar o diário foi tomada depois de uma das correspondentes do jornal, Miroslava Breach Velducea,ter sido assassinada a tiro na cidade de Chihuahua.

“Toda a vida tem um início e um fim, e isso tem um preço. Se o preço é a vida, não estou preparado para que eu ou um dos meus colegas pague”, acrescentou
Murgia.

Miroslava Breach Velducea foi a terceira jornalista a ser assassinada desde o início de Março. Em Fevereiro, a organização Repórteres Sem Fronteiras apontou que o México figura como o país mais perigoso da América Latina para o exercício do jornalismo, com 99 jornalistas assassinados entre 2000 e 2016.

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