FMI é mais pessimista em relação a Portugal

O Fundo Monetário Internacional (FMI) continua a prever défices em torno dos 2% para as contas públicas portuguesas, até 2022, mas o Governo da República estima excedentes a partir de 2020.

O FMI estima que Portugal apresente um défice orçamental de 1,9% este ano, prevendo que suba praticamente todos os anos até atingir 2,6% em 2022, último ano do período analisado.

Segundo o Programa de Estabilidade 2017-2021, entregue à Assembleia da República na semana passada, o executivo liderado por António Costa estima que o défice orçamental represente 1,5% do PIB este ano, descendo para 1% no próximo e para 0,3% em 2019. O Governo prevê que 2020 consiga equilibrar as contas, apontando para um saldo orçamental positivo de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) nesse ano e de 1,3% em 2021.

No que diz respeito à dívida pública, o FMI estima valores acima dos 123% até 2021, superior aos 109,4% previstos pelo Governo nesse ano. O Fundo prevê que a dívida pública represente 128,6% do PIB este ano, 127,1% em 2018, 125,7% em 2019, 124,6% em 2020, 123,7% em 2021 e 122,9% em 2022. Já o executivo, no Programa de Estabilidade, estima que a dívida pública desça para 127,9% este ano, 124,2% no próximo, para 120% em 2019, para 117,6% em 2020 e em 109,4% em 2021.

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