Presidente da Venezuela vai armar um milhão de civis

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, vai armar um milhão de civis como elementos da Milícia Nacional Bolivariana. O anúncio foi feito ontem, no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, durante a celebração do 7.º aniversário da Milícia Nacional, um corpo de apoio às Forças Armadas que conta já com centenas de milhares de efectivos.

O objectivo do líder venezuelano é “que hajam milicianos nos campos, universidades, na classe operária, para conseguir um sistema organizado de logística, para garantir a sua dispersão permanente, a habilidade para manejar o sistema de armas, para defender o bairro, o Estado, as costas, os rios, a selva e as cidades”.

“Todo este território tem que ser inexpugnável contra a agressão anti-imperialista”, concluiu Nicolás Maduro.

Este anúncio surge numa altura em que a liderança do presidente venezuelano está a ser fortemente contestada, com os opositores a exigirem a realização de eleições. Nas vésperas da nova manifestação contra Maduro, onze países da América Latina pediram à Venezuela que “garanta” o direito a manifestações pacíficas.

“Apelamos ao Governo da República bolivariana da Venezuela que garanta o direito de manifestação pacífica”, declararam a Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Paraguai, Peru e Uruguai, num comunicado divulgado por Bogotá.

Cinco pessoas morreram e centenas ficaram feridas desde o início de Abril, em manifestações contra o Governo venezuelano que resultaram em confrontos com a polícia.

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