Portugueses querem mais formação financeira

Há mais portugueses a considerar a formação financeira relevante (57%). O valor vinha a descer desde 2014, ano em que praticamente a totalidade da população inquirida (92%) atribuía importância à questão da formação financeira. A percentagem baixou para 65%, em 2015, e para 45%, em 2016, voltando agora a registar um aumento.

A percentagem de portugueses a considerar a formação financeira importante subiu pela primeira vez em três anos, abrangendo atualmente 57% dos inquiridos. Segundo o estudo sobre Literacia Financeira do Cetelem, os portugueses consideram que as escolas (22%) e as instituições financeiras (22%) devem ter o papel mais ativo nesta formação.

Questionados sobre as entidades que devem ter um papel relevante e ativo na formação financeira da população, os portugueses respondem que estas devem ser as instituições financeiras (22%) e as escolas (22%). Há, no entanto, uma descida de 17% para 13% dos que atribuem esta responsabilidade ao Banco de Portugal. Entre as outras entidades referidas surgem ainda a Televisão e Rádio públicas (9%); as Câmaras Municipais (7%) e as Associações de Apoio ao Consumidor (3%).

«Quanto maior o conhecimento dos conceitos financeiros, maior a capacidade de tomar decisões quotidianas nesta área. Consideramos que o papel das entidades referidas é essencial nesta formação e encaramos como muito positivo o aumento da percentagem de portugueses a atribuir importância à formação financeira, após as descidas verificadas nos últimos anos», sublinha Leonor Santos, diretora de Compliance e Jurídico do Cetelem.

Este estudo foi desenvolvido em colaboração com a Nielsen, tendo sido realizadas 500 entrevistas por telefone, a indivíduos de Portugal continental e ilhas, de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos, entre os dias 13 e 18 de fevereiro de 2017. O erro máximo é de +4.4 para um intervalo de confiança de 95%.

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