“Capelas ao Luar” na Capela de São Lourenço na Fajã da Ovelha

Amanhã, dia 11 de maio, decorre na Capela de São Lourenço (Fajã da Ovelha) a penúltima atividade da edição de 2017 do projeto “Capelas ao Luar”.

Tal como nas atividades anteriores, a iniciativa desta quinta-feira começa pelas 21 horas com um apontamento de música barroca por elementos da Orquestra Clássica da Madeira e às 21h30 terá lugar a visita guiada à Capela, por Filipe Bettencourt. Será ainda lançado um guia patrimonial.

“Capelas ao Luar” é uma iniciativa da Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura, através da Direção Regional da Cultura, e conta com a participação da Orquestra Clássica da Madeira-Associação de Notas e Sinfonias Atlânticas (OCM-ANSA). Tal como na primeira edição, todas as ações deste ano do referido projeto são de acesso gratuito, mas carecem de inscrição prévia através do endereço capelasaoluar.drc@gmail.com.

Refira-se que a Capela de São Lourenço da freguesia da Fajã da Ovelha, concelho da Calheta, é uma pequena ermida situada na Lombada de São Lourenço, junto à estrada municipal. Está classificada de Interesse Concelhio, equivalente a Imóvel de Interesse Municipal, desde 1977.

Remonta a sua primitiva construção ao século XV, sendo visível um programa maneirista do século XVI, na fachada, e tendo sofrido campanha de obras nos séculos XVII, bens visíveis na estética barroca do altar-mor, com tela no centro representando S. Lourenço, obras de oficina regional. A fundação desta capela está atribuída à família Afonso Jardim, antigos povoadores e proprietários de terras na Lombada de S. Lourenço.

Conforme documentação antiga, a primitiva Capela de São Lourenço era já sede de paróquia na década de setenta de Quinhentos, antes da construção da Igreja de S. João (XVIII). É uma capela de nave única e apresenta no seu interior um teto de madeira, obra recente; chão lajeado com pedra regional; retábulo dourado de estética barroca com pintura sobre tela no centro, obras de oficina regional; uma imagem de Cristo crucificado, de valor patrimonial; e uma imagem de S. Lourenço.

A fachada é enquadrada por empena triangular, encimada com uma cruz de Cristo e gravação em pedra com a data de 1648; portal executado em cantaria regional, de arco de volta perfeita; uma pia de água benta, no lado direito do portal, também de pedra regional, e datável dos inícios do século XVI. Adossada está uma torre sineira, com sino recuperado do iate americano “Varuna”, que naufragou em 1909 nas Achadas da Cruz (Porto Moniz). Na parede do lado esquerdo abre-se uma fresta rampeada e na parede oposta uma janela quadrangular, molduradas também de pedra de cantaria regional. Apresenta um largo adro calcetado com calhau rolado.

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