Financiamento para o aeroporto do Montijo “não prejudica” o aeroporto da Madeira

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas revelou hoje, durante a sua audição na Comissão Parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, que o Governo vai financiar a construção do aeroporto complementar do Montijo com receitas aeroportuárias, não pondo em causa a competitividade dos outros aeroportos.

Pedro Marques respondia ao deputado do PS, Carlos Pereira, que perguntava se este modelo de financiamento poderá comprometer a competitividade dos restantes aeroportos, nomeadamente o aeroporto da Madeira.

Carlos Pereira, deputado eleito pelo círculo da Madeira e líder do PS insular, defende que a construção deste novo aeroporto é um aspeto estrutural para o país, que merece o consenso de todos os partidos, uma vez que o aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, está “a chegar a um esgotamento” com 22,5 milhões de passageiros no ano de 2016. No entanto, o parlamentar receia que o financiamento através das taxas aeroportuárias, tendo em conta que o investimento ronda os 300 milhões de euros, prejudique o aeroporto da Madeira, que “tem taxas aeroportuárias que são o dobro da média do país e o Governo Regional está surdo e mudo sem reagir ao incumprimento da Vinci com o compromisso assumido em 2013 na convergência das taxas”.

Na prática, receio que esta empresa penalize ainda mais as taxas da Madeira para financiar o aeroporto do Montijo. Isso seria absolutamente inaceitável e teria a minha frontal oposição”, afirmou Carlos Pereira.

O ministro explicou que o Executivo tomou esta decisão porque deixou de ter disponível o financiamento que esteve associado ao processo de privatização, os “três mil milhões de euros que o Governo anterior optou por não canalizar para a construção das novas infraestruturas aeroportuárias e canalizar para a redução da dívida pública”. Assim, o atual Governo optou por este tipo de investimento, garantindo sustentabilidade e durabilidade a longo prazo.

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