Algarve pede medidas contra “comportamentos desviantes” de turistas

A Região de Turismo do Algarve (RTA) e a Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) defendem a adopção de medidas que evitem “comportamentos desviantes” por parte dos turistas, de forma a não pôr em causa a imagem do destino.

“São incidentes que não ajudam nenhum destino turístico e que devem ser evitados para que a imagem da região não seja posta em causa, porque o Algarve é um destino consolidado e de referência”, disse à agência Lusa o presidente da RTA, Desidério Silva.

Recorde-se que, no domingo à noite, 25 de Junho, a GNR foi chamada ao centro de Albufeira devido a desacatos entre grupos de jovens turistas estrangeiros que estariam embriagados e, já na terça-feira, 27 de Junho, foi a PSP a dar conta de uma rixa entre duas turistas estrangeiras no Aeroporto de Faro. Apesar de, neste caso, não ter havido intervenção policial, três jovens foram impedidos de entrar no avião por estarem alcoolizados.

De acordo com Desidério Silva, os incidentes relatados “são casos pontuais”, mas reconhece que podem causar danos na imagem turística da região, defendendo, por isso, que “é preciso haver algum cuidado na venda das ofertas a baixo preço para um destino como o Algarve, que está em alta e com muita procura”.

Os incidentes foram atribuídos a jovens ingleses que viajaram para o Algarve no âmbito do programa “Portugal invasion”, uma oferta de baixo custo que foi apresentada pelos organizadores da viagem como um festival, que terminou na terça-feira, e que levou centenas de jovens britânicos a Albufeira com a promessa de “sete dias sem parar de sol, mar, álcool e festas”, num pacote com voos, alojamento e festas temáticas, por um preço de 677 euros.

“Existe a ideia instalada neste tipo de clientela de que em Albufeira há uma oferta que lhes proporciona comportamentos desviantes”, afirmou Elidérico Viegas, presidente da AHETA.

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