Balcão já atendeu 1785 investidores no Funchal

O Programa de Revitalização do Comércio e Serviços do Funchal (2015-2017) foi uma das estratégias centrais do Executivo de Paulo Cafôfo, no sentido de regenerar a economia local do Funchal que, no fim de 2013, atravessava um período deveras complicado.

O Executivo eleito pôs, assim, as mãos à obra e desenvolveu um ambicioso programa orientador que hoje, com dois anos e meio de vigência, já executou a quase totalidade das suas 70 medidas orientadoras, com resultados que estão à vista por toda a cidade.

A par de outras ações marcantes, como a revitalização profunda dos mercados municipais dos Lavradores e da Penteada, ou a nova sinalética urbana da cidade, uma das medidas mais emblemáticas foi, sem dúvida, o Balcão do Investidor, criado em agosto de 2015 para funcionar como um espaço complementar aos atuais serviços municipais, com o intuito de prestar aos potenciais investidores no concelho todo o tipo de informações que estes necessitem. Neste espaço, o investidor passou a encontrar um atendimento personalizado e especializado nas áreas de comércio, serviços e reabilitação urbana, sendo-lhe fornecida informação sobre os benefícios fiscais, apoios e incentivos financeiros, procedimentos de legalização, requerimentos e licenciamentos, ou seja, toda a informação fundamental para a concretização de um investimento.

O Presidente da Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo, lembra que “há quatro anos, impunha-se que a revitalização da economia local estivesse no centro de uma agenda para o Funchal. A cidade tem nas fundações da sua economia o comércio e o turismo, pelo que se exigia definir uma estratégia e aplicar um programa, não se ficando pela teoria.

O alcance das medidas postas em prática nos últimos dois anos deu ao Funchal ferramentas que a cidade nunca teve, no incentivo à reabilitação urbana, na dinamização do comércio local, através da valorização do espaço público, da cultura e dos eventos, e na qualificação do nosso produto turístico, enquanto destino Funchal.”

Para Paulo Cafôfo, “incentivar o investimento era o outro vetor essencial de uma estratégia que tinha de ser integrada e, neste domínio, os resultados do Balcão do Investidor têm sido incontornáveis. Este passou a ser um posto avançado e crucial na revitalização da nossa economia local e, entre agosto de 2015 e junho de 2017, foram quase dois milhares de atendimentos a potenciais investidores, que recorreram aos serviços e ao encaminhamento do Balcão, em busca de incentivos e apoios, da agilização e dos licenciamentos chave na mão, e de mais informação e orientação. A centralização deste tipo de serviços municipais, na lógica da Modernização Administrativa que implementámos, e de que a Loja do Munícipe é o maior exemplo, tem respondido plenamente às nossas expetativas.”

Com base nos dados estatísticos da afluência ao Balcão do Investidor, entre agosto de 2015 e junho de 2017, 38% dos investidores que se dirigiram aos serviços procuraram informações a respeito de licenciamentos das mais diversas atividades económicas.

Seguiram-se informações sobre o Alojamento Local (22%), informações gerais relacionadas com o investimento no Município do Funchal (15%) e, igualmente, com a Área de Reabilitação Urbana (13%).

Os investidores apresentaram-se maioritariamente em nome próprio (79%), assumindo as empresas a restante fatia dos esclarecimentos junto dos serviços (21%). Este ano, tem-se verificado, igualmente, alguma procura por parte de investidores estrangeiros e emigrantes, a que não é alheia a criação de um Gabinete do Emigrante dentro do Balcão do Investidor, que veio funcionar como secção específica, focalizada nos investidores madeirenses espalhados pelo Mundo. As novas oportunidades de negócio foram apelativas, em partes semelhantes, para o público masculino (58%), como feminino (42%), um dado interessante, pese o maior peso dos primeiros. No que respeita aos licenciamentos, a restauração é a atividade económica de referência (21% do total). Seguiram-se atividades de produtividade local (12%), as lojas de vestuário (10%) e as mercearias (10%).

A procura dos serviços prestados pelo Balcão do Investidor tem vindo, de resto, a crescer exponencialmente, uma vez que 44% do total de atendimentos deu-se já neste ano de 2017.

Isto explica-se pelo atendimento qualificado, personalizado e célere das assistentes municipais presentes no espaço, e à boa divulgação dos benefícios em vigor, que são os aspetos que os investidores mais elogiam nos serviços de atendimento. Paulo Cafôfo acredita, de resto, que esta é uma tendência para continuar, em virtude do crescente interesse dos investidores na Reabilitação Urbana da cidade.

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