Assédio sexual no trabalho “é cada vez mais preocupante”

Para o PPM Madeira o assédio sexual no trabalho é cada vez mais preocupante e sem fim à vista. O trabalho precário e o receio de despedimento ajuda a que muitas das assediadas e assediados mantenham-se em silêncio em troca dos parcos trabalhos e de salários humilhantes. João Noronha reconhece: “Que nem todas as empresas são iguais, mas infelizmente este problema é cada vez maior. Por vezes o que acontece é que são os próprios que resolvem a situação, mas por outro lado, os problemas financeiros que avassala a região também permite que certos assédios sejam consentidos. Maior fiscalidade e união entre os trabalhadores principalmente de empresas de grande número de pessoal, seria uma medida para mudar este flagelo. Da mesma forma que quem é assediado não deve temer e apontar o dedo aos responsáveis que muitas das vezes não passam de pessoas com problemas sociais em casa e que a própria família os despreza. A justiça e como é sabido pouco ou nada faz quando os queixosos têm coragem de acabar com as humilhações e palavras rudes.

Sistematicamente os trabalhadores vêem-se encurralados e acabam por sentir vergonha pela forma como agem com os próprios o que ajuda a denegrir ainda mais o sentimento de revolta. Mas não se julgue que são principalmente os trabalhadores do sexo feminino que passam por este papel. Quantas empresárias aproveitando-se da precariedade, assediam os colaboradores com excesso de trabalho com horas obrigatórias para entrar mas nunca com horas para sair e sem serem pagas conforme a lei determina. A Madeira mais uma vez é das regiões do país com maior número de casos entre tantas coisas mais, que já não deixa ninguém admirado.”

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