Novo caminho agrícola em São Martinho pronto até ao Verão

O Presidente de Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo, o Vice-Presidente, Miguel Silva Gouveia, e o Presidente da Junta de Freguesia de São Martinho, Duarte Caldeira Ferreira, visitaram ontem as obras de alargamento do Caminho do Ribeiro da Ponta da Laranjeira, em São Martinho, um investimento da Autarquia no valor de 268 mil euros, financiado pelo PRODERAM 2020. Miguel Silva Gouveia, que tutela as Obras Públicas no concelho, fala “num investimento com fins agrícolas, que representa uma grande mais-valia para esta zona da freguesia, promovendo a prática da agricultura nos terrenos em questão, que pertencem a cerca de uma dezena de proprietários, com as naturais repercussões a nível do tecido económico e empresarial do concelho.” A obra começou no passado mês de outubro e deverá estar pronta em junho.

O projeto caracteriza-se pela abertura de um novo arruamento para acessibilidade automóvel, utilizando uma vereda pedonal já existente e dando continuidade ao Caminho do Ribeiro da Ponta da Laranjeira, localizado na encosta leste do vale da Ribeira dos Socorridos. “Trata-se de uma zona com acentuada implantação e aptidão agrícola, essencialmente na cultura tradicional da bananeira, pretendendo-se com esta acessibilidade automóvel potenciar ainda outros terrenos não cultivados, cujos proprietários manifestaram à Autarquia o interesse em empreender projetos com fins agrícolas”, referiu o Vereador.

O novo arruamento terá uma extensão final de 242 metros e uma largura de 4,5 metros (uma ampliação de 75%, em relação à vereda existente), prevendo a reconstrução integral do canal de rega em toda a extensão do arruamento, que servirá também de dispositivo de drenagem das águas superficiais. Os trabalhos em curso são marcados pela orografia do terreno, exigindo um significativo volume de muros de contenção, quer da plataforma do arruamento, quer dos terrenos sobranceiros.

O responsável pelas Obras Públicas no Funchal reforça que esta é uma intervenção “que melhora de forma evidente as condições para a prática da atividade agrícola numa localidade onde esta é predominante, quer através do novo acesso, quer através de uma correta gestão dos recursos hídricos, que nos apraz salientar.” Para a concretização da obra, não foi necessário proceder à expropriação de nenhuma parcela de terreno, uma vez que se assegurou a cedência graciosa das mesmas por parte dos diferentes proprietários, o que a CMF também sublinha.

Miguel Silva Gouveia conclui que esta é uma aposta da Autarquia também no sentido de “abrir a porta a jovens agricultores, potenciando esta prática como uma atividade económica com perspetivas, condições e competitividade, pelo que contamos que todos quantos têm boas ideias e boas propostas abordem a Autarquia neste sentido, porque há mecanismos de financiamento estatais e europeus aos quais podemos recorrer, proporcionando mais situações como esta, de intervenções que acabam por ser uma mais-valia para toda a comunidade.”

 

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