Edifício Adelino Rodrigues em obras por motivos de segurança

O edifício Campo de Futebol Adelino Rodrigues sofreu alguns danos no exterior devido ao mau tempo em fevereiro passado.

Desde essa altura, o referido prédio foi condicionado à sua utilização, tanto a zona dos balneários como a utilização das duas salas de esgrima ali sediadas, por motivos de segurança.

Porém, as obras em causa ainda não estão concluídas devido ao mau tempo que assolou a ilha nas últimas semanas que fez com que as obras parassem por precaução. No entanto, com a melhoria do estado do tempo as mesmas já foram retomadas mas não havia ainda uma data concreta da sua conclusão, segundo nos foi apontado pela Secretaria Secretaria Regional dos Equipamentos e Infraestruturas (SREI), tutelada por Amílcar Gonçalves.

O «Tribuna» questionou a SREI sobre qual o ponto da situação e o que foi feito em termos de obras no edifício em questão, localizado no Liceu Jaime Moniz.

Foi-nos dito que “está a ser efetuado um trabalho de remoção de rebocos exteriores, em zonas que apresentavam descolamento: alçados e platibandas”, confirmando, contudo, que “os trabalhos ainda não foram concluídos, uma vez que as condições climáticas destas últimas semanas, não o estão permitindo”.

Estes são os trabalhos que a equipa da Direção de Serviços de Equipamentos e Conservação está a efetuar.

Tendo em conta que o interior das salas de esgrima, localizadas neste edifício alvo de obras, apresentavam várias fissuras nas paredes, suscitando a preocupação de alguns encarregados de educação se estaria em causa a segurança nas salas, questionámos o secretário regional, Amílcar Gonçalves, se os trabalhos em curso iriam abranger também o interior.

Ao que nos foi respondido que “a questão, já mais antiga das fissuras, nas paredes interiores, e que se repercutem (em muito menor grau) nas paredes exteriores, sobretudo nas salas de esgrima, já são conhecidas desta Direção de Serviço”, deixando a garantia, “estando a decorrer a preparação do processo de intervenção”.

Colocada a dúvida se, eventualmente, um muro que se encontra de um lado deste edifício estaria a colocar em risco o próprio prédio, a SREI apontou que tem havido monitorização nesse muro, sublinhando que é uma situação antiga, anterior à construção dos balneários.

Segundo nos foi explicado: “No exterior, do lado direito do edifício, mas fora da área de implantação do mesmo, há um muro de alvenaria de pedra arrumada, que denota uma inclinação, com formação de “barriga”. Essa situação já é bastante antiga, e segundo informação do LREC, é situação anterior à construção dos balneários”. Adiantando: “Contudo, e por salvaguarda de pessoas e/ou bens e serviços, esse muro tem sido monitorizado nos últimos anos não denotando qualquer deslocamento digno de registo. Assim, e apesar de os dois elementos (edifício e muro) estarem quase juntos, não se pode, de imediato, inferir qualquer relação entre os dois”.

Finalizando: “As patologias detetadas no interior, estarão mais relacionadas com pequenos assentamentos da estrutura do edifício, e deslocamentos da laje, decorrente da solução estrutural inicial, que sobre os anos que já possui, provoca alguma deformação que não infere perigo”.

O edifício Campo de Futebol Adelino Rodrigues, no início das obras, em fevereiro passado.

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