Polícias estão preocupados com cerca sanitária de Câmara de Lobos

A cerca sanitária em Câmara de Lobos deveria ser efectuada por uma equipa de polícia permanente, por “razões óbvias” de saúde e segurança pública. Essa é a convicção de elementos ligados à própria PSP.

“A Divisão de Câmara de Lobos é composta por seis esquadras: Câmara de Lobos, Ribeira Brava, Ponta do Sol, Calheta, São Vicente e Porto Moniz. Todos os dias vão elementos policiais dessas esquadras para Câmara de Lobos, ou seja o serviço na cerca sanitária roda por todos os elementos policiais da Divisão”, começa por assinalar um agente que preferiu manter o anonimato. “Se houver contacto com infectados, a probabilidade de encerrar para quarentena todas as seis esquadras é muito maior do que se for criada uma equipa em permanência apenas para a cerca sanitária -para nem falar do risco para as famílias de todos esses polícias.”

Segundo o mesmo interlocutor, há assim razões óbvias de saúde e mesmo de segurança pública para que o controle da cerca sanitária em Câmara de Lobos seja efectuada por uma equipa de polícia e de forma permanente. O Governo Regional decretou Estado de Calamidade na freguesia às 00.00 horas do passado domingo e compete à PSD o controlo de entradas e saídas no perímetro.

“Em caso de contacto com algum infectado era relativamente fácil de fazer a investigação epidemiológica, o que não é o caso nos moldes em que está a ser feita actualmente”, afiança, deixando uma pergunta no ar. “Será preferível arriscar a ficar sem esquadras abertas em toda a área da Divisão e com mais de 100 polícias em quarentena, reduzindo gravemente a capacidade operacional da PSP e lesando a segurança pública?”

Há dentro da PSP a convicção que seria melhor ter em Câmara de Lobos um organização policial semelhante à que foi feita em Ovar, com uma equipa dedicada apenas à referida cerca sanitária.

“É que depois de estar a prestar serviço na cerca esses polícias voltam no dia seguinte para o serviço normal, correndo o risco de contactar/contagiar ainda mais pessoas”, lamenta-se dentro da PSP.


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