Professores apreensivos com o futuro

Em causa estão “os cortes cegos” na Educação, a perda de direitos dos docentes e as reformas no sector.

Os professores estão preocupados com o atual estado da Educação, em virtude dos cortes no sector exigidos pela “troika“, pela proposta de lei de concertação social, entre outros fatores que causam insatisfação na classe docente.

As reformas no sector da Educação, onde se inclui a revisão da estrutura curricular agora em curso, e que deve valer, segundo o Orçamento do Estado, um corte de 102 milhões de euros na Educação, são outras das preocupações da classe docente.

A criação de mega-agrupamentos é outra das medidas que causa apreensão aos professores. “A criação de mega-agrupamentos fará com que se deixe de obedecer à opinião das comunidades, sendo criado automatismos que se desencadeiam na sequência de cessação dos atuais mandatos dos órgãos de gestão”, apontou Mário Nogueira.

O secretário-geral da FENPROF, que falava hoje ao final da tarde na cerimónia do 34º aniversário do Sindicato dos Professores da Madeira (SPM), criticou também os concursos, cujo regime está em revisão, referindo que o projeto de diploma “continua a omitir qualquer regime de vinculação de docentes, permitindo que, no final do presente ano letivo, o Ministério da Educação se veja livre” de milhares de professores contratados, alguns com mais de 20 anos de serviço, como “se de material descartável se tratasse e como se esses docentes não continuem a fazer falta nas escolas”.

“Discordamos por muitos motivos, havendo um que destaco: a evidente discriminação a que ficam sujeitos os docentes das regiões autónomas, tanto no que respeita ao concurso externo, como à mobilidade interna, sendo essa a mobilidade que permitirá, a um maior número de docentes dos quadros, a mudança de escola do todo nacional”, apontou Mário Nogueira.

“Também em relação às deslocações por motivo de doença, a deixarem de existir os destacamentos por condições específicas, falta saber com será no futuro e como resolver o problema dos docentes das regiões autónomas que, não fora a intervenção da FENPROF, este ano teriam sido excluídos desta mobilidade”, acrescentou.

O dirigente sindical anunciou, ainda, que a FENPROF vai aderir à greve geral marcada pela CGTP-IN para o próximo dia 22 de Março.

Na cerimónia que serviu para assinalar o 34º aniversário do SPM foi ainda lançado o livro “30 Anos em Defesa da Classe Docente”, da autoria de António Castro e Elisa Brazão, sendo a coordenação geral de Adília Andrade.

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