Exposição de Máscaras Tradicionais Africanas no Museu de Angra

O Museu de Angra do Heroísmo, situado na ilha Terceira – Açores, inaugura sábado, dia 22 de outubro, pelas 15h00, a exposição “Máscaras Tradicionais Africanas”, que ficará patente na Sala Dacosta até 29 de janeiro.

Oferecidas ou adquiridas, troca por troca, em rituais de casamento, funerais ou emancipação de jovens, mas nenhuma comprada, as máscaras africanas apresentadas nesta mostra integram a coleção privada de Pedro Lima, que aproveitou a sua experiência profissional enquanto treinador de futebol para reunir peças que ilustram o seu contacto com inúmeras comunidades em países africanos.

A mostra inclui máscaras provenientes de países como o Burkina Faso, Mali, Benim, Níger, Gana, Costa do Marfim, Ruanda, Congo, Etiópia, Namíbia, Quénia, Tanzânia, Madagáscar, Togo, Gabão, Guiné Equatorial, África do Sul, Zâmbia, Suazilândia, Malawi, Lesoto, Senegal e Gâmbia.

As máscaras rituais e cerimoniais africanas revestem-se usualmente de um significado espiritual, sendo utilizadas em danças rituais e eventos sociais e religiosos, além de serem também um dos elementos da herança cultural africana que influenciou a arte europeia e ocidental, nomeadamente no século XX, no âmbito da produção artística desenvolvida pelos mentores dos movimentos cubista, fauvista e expressionista.

Quase todas em madeira talhada e pintada, algumas com incrustações de metal, marfim ou madrepérola, as máscaras africanas facilitam a incorporação dos espíritos, facultando a possibilidade ao seu utilizador de captar a energia vital existente na natureza ou que emana de um ser humano ou de um animal, no momento da sua morte, redistribuindo-a em função do bem comum da comunidade.

A inauguração desta exposição será seguida de uma comunicação de Assunção Melo, intitulada “A Descoberta do Outro”, sobre o encontro do mundo ocidental com os exotismos e o modo como eles serviram de tema na arte.

Com esta mostra, o Museu de Angra do Heroísmo encerra, em 2017, o programa de formação de públicos em Arte Contemporânea, denominado “Fal’Arte”, a decorrer desde 2014.

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