Governo dos Açores vai reforçar a componente económica da fileira florestal

O secretário regional da Agricultura e Florestas dos Açores considerou, ontem, “fundamental” reforçar a componente económica da fileira florestal, através da “promoção de uma gestão florestal ativa e profissional nos setores público e privado”, que vise a valorização dos produtos da floresta, o aumento da competitividade do setor, o desenvolvimento das zonas rurais, a recreação e o ecoturismo.

João Ponte, que falava, no Nordeste, em representação do presidente do Governo, na abertura de um colóquio sobre a Floresta Laurissilva, afirmou, ainda, que é altura de avançar para um novo patamar, já que “fruto do trabalho desenvolvido e das condições criadas pelo Governo dos Açores nos últimos anos, os agentes da fileira florestal estão a adaptar-se a novas exigências, redefinindo prioridades, conquistando novos mercados, potenciando a exportação e valorizando os produtos florestais endógenos”.

Na base deste desenvolvimento, estão processos como a implementação dos Planos de Gestão Florestal de áreas públicas, bem como a Certificação da Gestão Florestal destas áreas por iniciativas e sistemas mundialmente reconhecidos.

O Governo dos Açores tem feito um grande esforço de investimento na área florestal, sendo disso exemplo os 3,4 milhões de árvores plantadas entre 2012 e 2015, com grande destaque para as criptomérias, mas também para outras resinosas, folhosas, ornamentais e endémicas.

O concelho do Nordeste, onde se encontra uma das maiores manchas florestais do arquipélago sob gestão do Governo Regional, tem sido um “macro” laboratório no que se refere à Gestão Florestal sustentável, tendo sido a primeira área pública no país a obter a certificação da sua gestão pelo sistema do FSC (Forest Stewardship Council).

O processo de rejuvenescimento dos povoamentos florestais que está a ser levado a cabo nos concelhos do Nordeste e da Povoação foi alvo de um planeamento, sujeito a estudo de incidências ambientais, e implica a reconversão de parte dos povoamentos existentes em áreas de proteção quanto ao risco de erosão do solo e da rede hidrológica ou na preservação de valores ambientais.

Ao longo dos projetos ‘LIFE Priôlo’ e ‘LIFE Laurissilva Sustentável’, cerca de 275 hectares de área de floresta natural ou Laurissilva nestes dois concelhos da ilha de S. Miguel foram intervencionadas com o intuito de erradicar as espécies invasoras e incrementar a qualidade do habitat, através da plantação de espécies nativas.

Estas áreas requerem uma intervenção continuada, de modo a diminuir a pressão da vegetação exótica invasora neste habitat. “A floresta, quer a natural e a Laurissilva que tem sido preservada e recuperada, quer aquela que ao longo dos anos tem sido instalada e gerida de forma responsável, representa uma riqueza inestimável, que deve ser aproveitada com respeito pelos princípios da sustentabilidade e dando nota, a quem nos visita, das preocupações que colocamos nas nossas decisões e na forma como gerimos os nossos recursos naturais e, neste caso específico, os recursos florestais”, afirmou João Ponte.

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