Motoristas da SAM em greve a 26 de janeiro de 2017

“O Sindicato Nacional dos Motoristas (SNM) realizou, no passado dia 14 de Dezembro, um plenário com os motoristas da SAM em Machico. Nesse plenário teve a oportunidade de dar a conhecer a todos os motoristas a evolução das várias tentativas de contacto encetadas pelo SNM e suas consequências na resolução dos problemas existentes.

O SNM informou o plenário de que já tinha enviado no passado dia 11 de Outubro um ofício à Administração da SAM (conforme orientação recebida dos Motoristas) através do qual se pretendia obter esclarecimentos sobre um eventual acordo e forma do pagamento dos Descansos Compensatórios desde 1 de Dezembro de 2003 até 31 de Julho de 2012 já vencidos, aos trabalhadores; sobre as alterações aos Locais de Trabalho e sobre as alterações unilaterais dos horários de trabalho e das inerentes deslocações. Face ao ofício enviado pelo SNM, a SAM entendeu não responder.

Ao SNM e aos Motoristas cabe-lhes interpretar a ausência de resposta e agir em conformidade porque a SAM entende desrespeitar quem trabalha ao não responder aos seus Trabalhadores, ao não respeitar a legislação vigente como seja o de não considerar no Horário Normal de Trabalho as deslocações inerentes aos seus serviços, ao não assegurar a segurança dos seus bens pondo em risco a segurança dos seus trabalhadores e ao não pagar o que deve, nomeadamente no que diz respeito aos Descansos Compensatórios já vencidos.

Estes Trabalhadores mandataram o SNM para que este convocasse uma Greve de 24 horas para assim poderem demonstrar o seu descontentamento a todos os atropelos legais e à falta de respeito que sentem ser alvo por parte dos responsáveis da Empresa.

Assim, e no estrito respeito pelo mandato dos Trabalhadores, o SNM convocou uma Greve de 24 horas para o próximo dia 26 de Janeiro de 2017.

A data escolhida, além de respeitar todos os requisitos legais, dá o tempo necessário à empresa para, querendo, refletir sobre estes assuntos e, por via disso, possa contactar o SNM para resolver estas questões, evitando-se assim um conflito que porá em causa a imagem da Empresa e que trará alguns incómodos à população. O SNM prefere uma solução negociada, mas não enjeita o conflito quando este se mostre necessário. ”

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