CMF aprova requalificação da Felisberta e ETAR do Funchal no Lazareto

A Câmara Municipal do Funchal deliberou ontem, em Reunião de Câmara, e por unanimidade, a expropriação do edifício da antiga Confeitaria Felisberta e a alteração do projeto da ETAR do Funchal, que estava prevista para o Almirante Reis e que irá agora ser construída no Lazareto.

A expropriação do imóvel onde em tempos funcionou a Felisberta é o primeiro passo para a requalificação da famosa Confeitaria, uma das mais reconhecidas lojas de comércio tradicional do século XIX (1837). Esta foi a primeira medida do executivo liderado por Paulo Cafôfo, na sequência do protocolo assinado com o Turismo de Portugal, para a recuperação das infraestruturas e património com interesse turístico que foi afetado pelos incêndios do mês de agosto.

O projeto para a reabertura da Confeitaria Felisberta, um marco histórico do Funchal fechado há largos anos, já está concluído e o processo de expropriação do edifício terá um custo de 216 mil euros. A Câmara Municipal dá, assim, início à reabilitação do Funchal a partir do Núcleo Histórico de São Pedro, tal como tinha sido prometido na definição de ações do Gabinete da Cidade.

“A Autarquia vai expropriar o edifício em questão e voltar a dar-lhe vida. Toda a elaboração deste projeto foi orientada não só para a reconstrução, mas para que o edifício fosse concessionado novamente como uma confeitaria, sendo fiéis àquilo que é a sua raiz e a sua identidade. Ou seja, vamos requalificar com a sua traça original, indo buscar à História aquelas que eram as suas características, inclusive no interior, de acordo com uma confeitaria do século passado. Os edifícios também têm memória e aquele é indissociável da existência d’A Felisberta”, apontou Paulo Cafôfo.

A outra deliberação do dia passou pela nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) do Funchal, que terá de ser construída de modo a cumprir a diretiva comunitária que impõe o tratamento primário das águas residuais, o que não é possível atualmente.

O presidente da Câmara Municipal do Funchal explicou que, depois de pesadas todas as opções, “a Autarquia vai agora adaptar o projeto, inicialmente previsto para o campo Almirante Reis, no sentido de construir a nova ETAR na zona da ribeira do Lazareto, tal como foi condição definida pelo Governo Regional, através da Secretaria Regional do Ambiente, para assumir integralmente o valor da obra que não será cofinanciado pela UE. A CMF vai agora fazer a sua parte e elaborar devidamente o novo projeto”. Se a obra fosse realizada no Almirante Reis custaria cerca de 12 milhões de euros, estimando a CMF que a deslocação para o Lazareto aumente os custos até aos 15 milhões.

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