Consultas de medicina dentária serão alargadas a mais centros de saúde

Alargar as consultas de medicina dentária a mais  centros de saúde da Região, nos moldes em que acontece atualmente no Bom Jesus (Funchal), Porto Moniz e Porto Santo, onde são abrangidos os maiores de 65 anos, é um dos objetivos do Governo Regional da Madeira, confirmou o secretário regional da Saúde, Pedro Ramos, aos jornalistas, após ter assistido, juntamente com o secretário regional da Educação, Jorge Carvalho,  a uma sessão de educação para  a saúde oral, que decorreu na Escola Básica do Estreito de Câmara de Lobos, no âmbito do programa regional de saúde oral “Madeira a Sorrir”,  que está no terreno desde o último mês de outubro.

Os centros de saúde a abrangidos serão os de Machico, São Vicente e Câmara de Lobos. Pedro Ramos disse que este alargamento será definido em função da capacidade instalada nestas unidades de cuidados primários, ou seja “dos recursos materiais e humanos como cadeiras e outros materiais disponíveis”.

“O timing será de facto aquele que o Governo vai encontrar, atendendo a todos os condicionalismos” reiterou o secretário regional com a pasta da Saúde.

“Madeira a Sorrir” é o novo programa regional de Saúde Oral, lançado em outubro pelo Governo Regional da Madeira. O programa já abrangeu cerca de 2400 crianças e o objetivo é chegar às 6 mil crianças até aos 6 anos.  A nova estratégia assenta no reforço das ações de prevenção e rastreio junto da população infantil e na melhoria do acesso aos tratamentos dentários, através dos centros de saúde.

A prevenção é a base primordial deste projeto, motivo pelo qual serão realizadas, para além do ensino da escovagem dentária, outras atividades que promovam um aumento de literacia em saúde da cavidade oral, principais doenças orais e a importância de uma higiene oral cuidada.  “Todo o investimento na prevenção das doenças da cavidade oral é melhor do que no tratamento, este mais oneroso e com mais problemas associados em termos de relação custo/benefício”,afirmou o responsável pela pasta da saúde. “Se o programa tiver sucesso, o sucesso é da população”, concluiu Pedro Ramos.

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