Açores vão apresentar candidatura a Bruxelas para promoção de produtos lácteos e vinho

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas anunciou, ontem. que a Região, no âmbito do Centro de Leite e Lacticínios dos Açores (CALL), “vai apresentar uma candidatura a Bruxelas” para a promoção de produtos lácteos, associando também o vinho, tendo em vista “encontrar novos mercados”. João Ponte falava no final da reunião do CALL que decorreu em Ponta Delgada e na qual participou pela primeira vez enquanto titular da pasta da Agricultura.

“Neste momento, estamos a discutir quais os mercados alvo, mas já identificamos os Estados Unidos, o Canadá e Macau”, adiantou o Secretário Regional.

A escolha destes mercados deve-se ao facto de, nos Estados Unidos e Canadá, existir “uma presença grande de portugueses e Açorianos”, salientando o Secretário Regional que “será mais fácil encontrar interlocutores em termos de distribuição”.

A escolha de Macau justifica-se, segundo João Ponte, “porque tem um potencial enorme, é um território com ligações históricas a Portugal e onde ainda existem muitos portugueses e empresas do nosso país”, acrescentando que Macau é também “uma porta de entrada para a China, com uma localização estratégica extremamente importante”.

“Trata-se de um mercado que nos poderá dar um ‘input’ muito positivo em termos de vendas no futuro”, frisou o Secretário Regional.

Para João Ponte, “na Europa não faz sentido promover produtos lácteos porque há excedentes”. “Temos de procurar mercados que sejam capazes de valorizar os nossos produtos, porque isso é que sustenta toda a cadeia de valor”, afirmou.

João Ponte considerou que esta é “uma oportunidade para a Região, a indústria e o setor agrícola açoriano encontrarem novos mercados, aproveitando os fundos comunitários que financiam este tipo de campanhas”.

A Comissão Europeia anunciou recentemente um novo pacote de medidas para a promoção de produtos agrícolas europeus dentro do espaço comunitário e em países terceiros. No caso que interessa aos Açores, há uma dotação superior a 12 milhões de euros a nível europeu que depois será distribuída em função dos melhores projetos.

“Ao associarmos o vinho aos produtos lácteos, nomeadamente ao queijo, vai resultar numa bonificação em termos de candidatura”, adiantou João Ponte.

Embora só possam candidatar-se associações, e não particulares, João Ponte manifestou confiança no sucesso da candidatura açoriana. “Tendo em conta o histórico, há aqui um potencial interessante e temos esperança de conseguir. Vamos trabalhar para isso”, assegurou.

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