Fundação Nelson Mandela está contra a permanência de Zuma

A Fundação Nelson Mandela considerou hoje em comunicado que a saída de Jacob Zuma da Presidência da África do Sul “pode não ser suficiente” para combater a “bem aprofundada rede de corrupção” no país.

A fundação que promove o legado do primeiro Presidente negro da África do Sul – cuja eleição em 1994 marcou o fim do regime de segregação racial (“apartheid”) – lembrou que já há um ano que pede a destituição de Zuma, que tem sempre negado as acusações de corrupção.

Muitos membros do Congresso Nacional Africano (ANC, no poder desde 1994) têm-se manifestado contra a manutenção de Zuma no poder. A eleição do vice-presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, para a liderança, que lhe abre as portas para a Presidência da África do Sul nas eleições de 2019, fez as críticas aumentarem de tom e têm estado a gerar alguma celeuma no partido.

A pressão política sobre Zuma, que visa o afastamento do cargo devido às acusações de alegada corrupção, tem aumentado significativamente à medida que se aproxima o tradicional discurso sobre o Estado da Nação, marcado para a próxima quinta-feira.

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