Formação de arbitragem reforça a esgrima na Madeira

Miguel Machado, árbitro internacional e Diretor Técnico da Federação Portuguesa de Esgrima (FPE), vai estar presente na Super Taça de Esgrima 2019, a se realizar este fim de semana na Madeira, no La Vie, onde irá orientar uma formação de arbitragem. Em entrevista ao «Tribuna» comentou o panorama da esgrima, focando as soluções da FPE para culminar as necessidades da modalidade na Madeira.

Tribuna da Madeira (TM) – É árbitro internacional e Diretor Técnico da Federação Portuguesa de Esgrima (FPE) e vai estar presente na Super Taça de Esgrima 2019, a se realizar este fim de semana na Madeira, onde irá orientar uma formação de arbitragem. Quais são os objetivos principais desta sua vinda à Região e a importância desta formação para a modalidade na Madeira?

Miguel Machado (MM) – Os objectivos principais são a formação de novos árbitros, que será bastante importante não só para a região como a nível nacional.

TM – Qual é a sua visão sobre o panorama da esgrima a nível nacional?

MM – A esgrima nacional tem vindo a crescer devagar, mas de forma consistente, claro que não está no nível que todos gostaríamos, mas uma coisa é certa, temos hoje mais e melhores treinadores do que há alguns anos. E isso é um excelente indicador para o futuro.

TM – Como avalia o trabalho feito pela esgrima na Madeira, ao longo dos anos, nomeadamente o crescimento da modalidade na Região, uma vez que a Madeira é a única que tem uma Associação, e a participação dos atletas madeirenses nos torneios nacionais?

MM – A Madeira desde sempre tem tido excelentes esgrimistas, mas nos últimos anos deu um excelente salto, apesar das grandes dificuldades com que se bate para poder participar nas competições. Mas temos verificado que não só os resultados, a nível nacional, são bons como sobretudo o nível apresentado evoluiu muito. Claro que este trabalho tem por base uma grande dinâmica da Associação.

TM – Em termos de números, a nível nacional, qual é a atual situação, números de atletas/clubes, se tem aumentado ou diminuído?

MM – Os números de atletas e clubes tem aumentado, de forma segura. Mas com a nova lei dos treinadores, por vezes na esgrima tem sido uma dificuldade para poder abrir novos clubes. Mas ao longo dos últimos anos o departamento de formação da FPE, tem desenvolvido cursos de treinadores que possibilitam a abertura de novos clubes.

TM – A formação de treinadores para sustentar o crescimento da modalidade na RAM tem sido uma das necessidades apontadas pela AERAM. Neste sentido, como vê a FPE solução para as necessidades da esgrima na Madeira?

MM – A FPE, na presente época, indo de encontro com as necessidades globais, lançou esta formação de árbitros, e está previsto realizar o curso de grau I, nas diversas regiões do país, nomeadamente na Madeira para promover a formação de novos treinadores.

TM – Quais são as expetativas da Federação sobre a participação de atletas portugueses nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020?

MM – Neste momento, a qualificação está em curso, e terminará em abril de 2020, será muito difícil a qualificação pelo ranking mundial, até porque a qualificação na esgrima é extremamente dura, temos esperanças. Mas o grande objectivo será a prova de qualificação olímpica em abril, onde só apurará um atleta por arma na zona da Europa.

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