Hospitais públicos obrigados a recorrer ao Instituto Português de Sangue

Os hospitais públicos vão ser obrigados a recorrer em primeiro lugar ao Instituto Português de Sangue e Transplantação para se abastecerem de plasma e derivados do sangue. O despacho assinado pelo secretário de Estado adjunto da Saúde vem regulamentar um negócio que, até agora, era dominado em Portugal pela multinacional Octapharma.

Este despacho determina que a medida terá de estar em vigor até ao final de Abril do próximo ano, sendo que o Instituto do Sangue tem 30 dias para apresentar um plano operacional para utilização do plasma que é recolhido no país.

Recorde-se que o antigo presidente do INEM e ex-presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa foi detido no âmbito da operação “O Negativo”, uma investigação à venda de plasma aos hospitais. É suspeito dos crimes de corrupção activa e passiva e branqueamento de capitais e recebimento indevido. O ex-administrador da Octapharma Paulo Lalanda e Castro foi detido na Alemanha, no âmbito do mesmo processo.

Este caso conta com cinco arguidos. Além de Cunha Ribeiro e Lalanda de Castro, são também arguidos dois advogados e a presidente dos Hemofílicos de Portugal.

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