Executivo de Cafôfo ‘termina mandato com todos os pagamentos em dia’

A Câmara Municipal do Funchal encerrou o ano de 2016 “sem um único euro de pagamentos em atraso a fornecedores”. A habitual informação dos pagamentos e recebimentos em atraso no último dia do ano, exposta ontem em Reunião de Câmara, foi clara e a Autarquia apresentou, assim, um” registo imaculado” a 31 de dezembro.

O Vereador das Finanças no Funchal, Miguel Silva Gouveia, fala num “histórico rompimento” de práticas com o passado recente. “Este Executivo não só reduziu o tempo médio de pagamento a fornecedores para menos de um terço, em relação ao anterior, como, mercê da sua gestão financeira, foi capaz de fazer um esforço, no fim do ano passado, para honrar todos os compromissos que tinha pendentes”, sublinhou, Assim, “pela primeira vez em muito tempo, um Executivo funchalense fecha o mandato podendo orgulhar-se de não ter pagamentos em atraso”.

“Mais importante do que ter a dívida comercial a zero, é a mensagem de credibilidade que passamos a todos os parceiros do Funchal, para quem a retidão da Autarquia no pagamento dos seus compromissos passou a ser uma certeza inalienável”, realçou Miguel Gouveia.

O mesmo não acontece, porém, em sentido contrário: no fim de 2016, contabilizaram-se 26,6 milhões de euros de dívidas em atraso à Autarquia. Os mais de 5 milhões de euros em dívida pelo Governo Regional, respeitantes à comparticipação variável de IRS, dos anos de 2009 e 2010, fazem parte do lote.

Recorde-se que, em 2013, quando o Executivo liderado por Paulo Cafôfo tomou posse, a sustentabilidade da CMF, e a sua própria gestão corrente, “estavam bastante comprometidas, com prazos de pagamento a fornecedores descontrolados”. Atualmente, o prazo médio de pagamento situa-se nos 67 dias, quando em 2013 passava dos 200. Foi esse cenário que se inverteu drasticamente em três anos, a que se soma, naturalmente, o abatimento de mais de 43 milhões de euros da dívida global do Município.

Miguel Silva Gouveia explica que, “no fim do ano passado, a Câmara Municipal do Funchal fez questão de antecipar o pagamento de mais de dois milhões de euros de dívidas deixadas pelo anterior executivo a empresas do Governo Regional, nomeadamente à Águas e Resíduos da Madeira (ARM) e à Empresa de Electricidade da Madeira (EEM), que tinham, nalguns casos, planos de pagamento até dezembro de 2018″.

Fora do sector empresarial público, a cargo do Governo Regional, foram também regularizadas as dívidas deixadas a empresas do sector privado, numa importância de cerca de 2,2 milhões de euros. Recorde-se que em quatro ocasiões durante o Executivo anterior, a CMF viu-se forçada a recorrer a planos de pagamentos para fazer face aos sistemáticos atrasos nos compromissos com fornecedores, transformando-os em empréstimos de médio e longo prazo.

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