Preço do petróleo ‘permanecerá estável’ em 2017

O preço do petróleo vai manter-se estável em 2017, de acordo com o mais recente relatório divulgado pela seguradora de crédito Crédito y Caución. A partir de 2018, a empresa espera que o preço do petróleo em bruto volte a recuperar, estimulado por um aumento mundial da procura.

Após um colapso dos preços por excesso de procura, em janeiro entraram em vigor os cortes da OPEP que preveem uma quebra média da produção de 4,5% em cada membro da organização, com exceção da Líbia e da Nigéria. Estes cortes foram coordenados com outros onze produtores, como a Rússia, México e Omã. Contudo, com esta política da OPEP as perspetivas para o xisto dos EUA tornaram-se mais positivas perante as expectativas de preços mais elevados. Com os preços do petróleo estáveis acima dos 50 dólares desde o quarto trimestre de 2016, é cada vez mais provável que as empresas aumentem os gastos de capital, o que faz com que a probabilidade de um forte ajuste de preços para cima seja cada vez menor.

“O dinamismo do setor petrolífero norte-americano actuará como um limite ao aumento de preços do petróleo. Por outro lado, o compromisso com os cortes de produção por parte da OPEP e de outros grandes produtores também deveria actuar como um limite na quebra de preços”, explica o relatório. Não se prevê que o preço aumente significativamente a curto prazo devido aos grandes inventários armazenados durante o período de excesso de oferta. Para o próximo ano, no entanto, o relatório da Crédito y Caución prevê uma recuperação de preços. “A partir de 2018, é esperado que o preço do petróleo comece a aumentar mais rapidamente, chegando aos 79 dólares em 2020. O rápido aumento dos preços estaria impulsionado por um excesso de procura face à oferta que poderia gerar outro período de volatilidade a curto prazo. Um dos principais fatores é a falta de investimentos desde 2015”, explica o relatório.

A médio prazo, o ritmo de crescimento da procura vai abrandar, em grande parte devido aos efeitos das novas políticas nacionais no âmbito do Acordo de Paris para redução das emissões de dióxido de carbono. O crescimento da produção incidirá em fontes não convencionais dos Estados Unidos, Canadá e Brasil.

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